|
A SAUDADE É UMA COISA BOA... SE É...
"Saudade: (substantivo feminino) Recordação ao mesmo tempo triste e suave de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; pesar pela ausência de pessoa(s) querida(s) (...)." (SILVEIRA BUENO, 1996, p. 4)
Saudade é uma palavra que só tem significado em português. Não há lugar no mundo que explique algo parecido. E eu estou cheia de saudades, mas saudades felizes... como assim?
Estou com saudade do "anh?" desta menina linda aqui de baixo...

(Eu e Luiza na casa da Rêca)
Estou com saudade da minha "velha" amiga de infância Rêca (hoje minha cliente número um e preferida)...

(Rêca e Eu às margens do rio Tietê em Salto)
Estou com saudade da Tia Bilica joselita, a mais sem noção e feliz que já vi na vida...

(Tia Bilica caindo de boca no picolezinho de Itu)
Estou com saudade da simplicidade e da sinceridade da Natália...

(Nati curtindo um cigarrinho de Itu)
Estou com saudade da minha "irmã", que parece que já conheço faz tempo, Grazi...

(Eu e Grazi)
Estou com saudade da impulsividade e da segurança da Nanda...

(Nanda tomando um milkshake e se recusando a sair sozinha na foto...)
Estou com saudade do "oxe" gostoso e do jeito meio atrapalhado do Carlos...

(Eu e Carlos no Aeroporto de Guarulhos)
Você deve estar imaginando que eu pirei, não é mesmo? Sinto-lhes informar que estão enganados... nunca estive no meu mais perfeito juízo, na minha mais pura e santa felicidade de sentir uma saudade boa dessas....
Essas pessoas que citei e que vocês têm o prazer de ver nas fotos são todas pessoas que conheci na internet ou por causa dela, seja através de Blog, seja através do Orkut.
Para os desavisados que não leram meu último post, falando que estava em Salto (SP), na casa da Rêca, essas pessoas têm tudo a ver com esta viagem que fiz esta semana e que narrarei fato a fato.
A CHEGADA...
Coração cheio de ansiedade, para ver o novo, rever o recente... assim que embarquei para Campinas, no fim da tarde de domingo. Afinal, o que fui fazer lá?
Para quem não sabe, conheci a Rêca, uma celebridade blogueira (ela tem um dos melhores blogs da net, tem o link aí do lado), agora minha amiga, e sua família (Luiza e Bilica )em fevereiro deste ano, quando ela esteve em Vila Velha na casa da Ity, passando merecidas férias. Encontramos num shopping, mas não tivemos muito tempo para trocar tantas figurinhas, entretanto, foi muito bacana, pois as meninas, mesmo no mínimo contato, são pessoas incríveis, o que foi comprovado nos dias de convivência mais intensa.
Mantidos os laços pelo bendito MSN, Rêca me abordou em meados de março, aproximadamente, com uma reclamação trabalhista na mão, pois sua ex-empregada doméstica havia "dado um defeitinho". Ela me passou uma cópia via fax, analisei, corri atrás com amigos mais experientes em causas trabalhistas (todos sabem que estudo e atuo mais em barraco (Direito de Família) e crime (Direito Penal), falei que iria fazer a defesa e iria instruí-la para o dia da audiência, pois ela não conhecia nenhum advogado em Salto, cidade onde ela reside.
Quando sou acordada num lindo domingo de março, pela minha avó, desejosa por uma passagem promocional a modestos R$ 50,00 numa famosa companhia aérea aqui do Brasil (não faço propagando aqui no blog, se quiserem me pagar, tudo bem) para a cidade de Vitória, onde ela tem um apartamento e onde minha mãe reside. Quando compro as passagens da minha avó, vejo que de BH (Confins) haviam tarifas promocionais também para Campinas, e na data da audiência da Rêca (27 de março). Vendo isso, untando com a brincadeira que ela fez de eu ir resolver isso pra ela Salto e a vontade de comer (passear, porque comer pra mim atualmente é algo limitado... rsrsrs) combinamos que atuaria em troca desta maravilhosa e inesquecível viagem.
E lá estava eu, dia 26 de março, encontrando com Rêca e Luiza me esperando no Aeroporto Internacional de Viracopos em Campinas (em outro post contarei sobre uma pessoa que conheci no vôo de ida).
PRIMEIRAS IMPRESSOES DA FAMÍLIA E DO LAR DOCE LAR DOS ZUCHER
Após menos de 15 minutos no trajeto Viracopos-Salto (sim, é bem mais perto que minha casa-Confins "do mundo"), adentramos na casa dos Zucher. É uma casa enorme, linda, nova em folha, mas o principal: exala amor e carinho em TODOS os cantos. Mal desci com as malas e já fui convidada a passear no shopping em Itu, cidade vizinha. Aliás, entre Campinas, Indaiatuba, Salto e Itu, não há divisão física qualquer... é tudo emendado... rsrsrsrs....
Fomos Bilica, motorista oficial, seu namorado incondicional Vi, seu amigo, e claro, Rêca e Luiza. As lojas estavam fechadas, pois já saímos tarde, mas sentamos para comer. Pedimos batata frita e polenta frita (iguaria que nós, mineirinhos, não temos costume e, para os mineiros desavisados de plantão, polenta frita é angu temperado cortado em tiras e frito em óleo quente, como as batatinhas).
Barriguinhas cheias, de volta para casa. Afinal, no dia seguinte seria a audiência.

(Eu, Rêca e Luiza saindo do shopping em Itu)
A AUDIÊNCIA
Acredito que audiências são estressantes para 99,9% dos clientes. Não para a minha cliente número 1 e preferida, que não se abalou e nem transpareceu medo do juiz ou ansiedade em qualquer momento.
Conversamos pela manhã, instrui alguns pontos, falamos da defesa escrita, da possibilidade de um acordo com a ex-empregada e o que isso acarretaria.
Saímos e fomos atrás da Leonor, ex-vizinha da Rêca, amiga da família e que seria uma de nossas testemunhas. Ela sim estava nervosa, mas falei para ela ficar calma, pois não era um bicho de sete cabeças. Repassamos as perguntas que iríamos fazer e fomos embora tomar banho e almoçar (aliás, comida na casa da Rêca é um caso a parte que merece algumas considerações especiais).
Seguimos para a Vara do Trabalho, com a Leonor, a Claudinha, nossa segunda testemunha, e lá encontramos com a Natália, nossa testemunha extra, que fez o favor e a lerdeza de ir para o fórum da cidade. Isso porque ela foi orientada pela Bilica que a Vara era no pavimento superior do Banco (aquele amarelinho, do Brasil).
Após uns 40 minutos de atraso, o funcionário apregoa as partes e entramos.
Decidimos por fazer um acordo, pois seria mais interessante e nem precisamos instruir o processo com testemunhas. O assunto, que seria o principal da viagem, foi resolvido e seguimos para a parte do lazer.
Eu só gostaria de ressaltar nesta parte que me emocionei com todos os elogios que a Rêca fez para mim num comentário aqui e no blog dela. Já recebi elogio de alguns clientes, mas nunca de forma tão intensa e especial como as feitas por aqui.
AMIGA RÊCA, NÃO TENHO QUALQUER PALAVRA PARA EXPRESSAR O QUE SENTI AO LER SUAS PALAVRAS E AGRADECER POR TODA A CONFIANÇA DEPOSITADA EM MIM E NO MEU TRABALHO.
O ATO DE COMER NA CASA DOS ZUCHER
Esse ato realmente merecia um comentário apartado.
Você, ao se hospedar na Casa dos Zucher, é tratado como um rei ou uma rainha, ou qualquer posto da família real. E a parte do cardápio é irretocável.
Rêca e Bilica cozinham maravilhosamente bem e fui contemplada com strogonof, macarrão com molho de frango e queijo e um hot dog duplo que, devido ao meu mini-estômago, tive a Beth (a cadela dos Zucher) como sócia.
A LUIZA
A Luiza, para quem não conhece, é a filha da Rêca.
É a nossa carequinha de quase dois anos que é extremamente observadora, constrói verdadeiras frases, conversa e fala um "anh?" que deixa qualquer pessoa caidinha de encantos.
A Lu é um show de criança, que ama demais a mãe e a tia Bilica e é muito amada por ambas. Aliás, é um amor que enche o coração de quem é de fora. O carinho que existe ali transborda, contamina, atinge as pessoas em volta delas. Torna o ambiente
aconchegante e feliz.
(Luiza e Eu pintando o set na cozinha dos Zucher)
PASSEIO TURÍSTICO
Dever cumprido, acordo feito, partimos para a diversão.
Após deixar a Lu na escolinha, fomos Rêca, Bilica e eu passear pelos pontos turísticos de Salto-Itu. Salto é assim chamada, pois o rio Tietê margeia a cidade e tem pequenos saltos, com uma correnteza acentuada. É lindo de se ver, como nas fotos abaixo, mas duro de se cheirar. Pelo menos posso dizer que me sentei nas margens do rio Tietê.

(Bilica e Eu às margens do Rio Tietê)

(Eu e Rêca)
Atravessamos uma ponte pênsil, que fica atrás de uma construção antiga que já foi fábrica da indústria têxtil e hoje funciona lá uma universidade. A ponte dá medo e balança, mas é muito excitante... rsrsrsrs...

(Bilica e Eu sobre a ponte)
De lá, seguimos rumo a Itu, a terra das coisas grandes, menos suas ruas, que são todas estreitas.
As construções são antigas, pois a cidade já foi ponto de veraneio da família real portuguesa.
Paramos na pracinha central, para conferir o semáforo gigante, o orelhão gigante, o telefone gigante e as lojas de quinquilharias gigantes. Além de tomar o picolé de Itu gigante. Saí de lá com um cigarro gigante, óculos e pentes gigantes, lápis gigantes, camisinhas gigantes, supositórios gigantes. E tudo devidamente marcado no diminutivo. Só não trouxe mais porque não caberia na mala. O picolé de Itu eu só tirei foto, pois
não curto picolé à base de leite e nem meu estômago aceitaria algo tão grande, mas minha boca sim... rsrsrsrs

(Eu e o semáforo gigante)

(Eu, Rêca e o telefone público gigante)

(Fazendo um DDD pra galera... com esse telefone, chamadas a longa distancia ficaram fáceis...)

(Tive um piriri gangorra e comprei esse papel higiênico de Itu)

(Picolé de Itu: não tem igual para cair de boca)
De lá, antes de pegar a Lu, demos uma passadinha na casa da Nati, que não é no fim do mundo (ela me pediu pra não escrever isso), mas que fica num lindo condomínio. No terreno da casa tem um pomar cheio de frutas que amo: caqui, carambola, acerola...
Jogamos Uno (aqui conhecemos por mal-mal), em baralho próprio, conheci os cachorrões e cachorrinhos da casa, conversamos várias besteiras e a Nati quase fez minha orelha e meu pulso caírem (segundo a Bilica), por se apaixonar pelos brincos e pulseiras que estava usando... rsrsrsrs
Nati, da próxima vez, por precaução, eu vou te dar tudo... mas se bem que não aconteceu nada comigo, não é mesmo???

(Preparando para catar umas frutinhas com a vara na casa da Nati)

(Bilica e Nati em forte campanha pela prevenção do vírus HIV entre os portadores de órgão de jegue)
SESSÃO CINEMA
Depois do roteiro turístico, voltamos para nos preparar para a sessão cinema que rolaria mais tarde na Casa dos Zucher. Como o menu incluía hot dog, fomos Bilica, Lu e eu comprar pão na padaria perto de casa.
Comprado o pão, seguimos pra mercearia para comprar molho. Comprado, entre a mercearia e a padaria um Moço Caridoso pára a gente e um diálogo, dos mais engraçados da viagem, se inicia:
Moço Caridoso: cnoiefnmdnvrndkf????
Bilica: Não, não tenho dinheiro não.
Moço Caridoso: FOI VOCÊ QUE ESQUECEU UMA CHAVE E UM BRINCO NA PADARIA?
Bilica (com cara de tacho, não sabendo onde enfiá-la e concluindo que tudo aquilo era dela): ah, é sim... Jesus te abençoa tá moço... Jesus te abençoa...
O grande problema foi que o Moço Caridoso falou rápido, embolado e, para mim, com sotaque. E ele estava vestido de forma esquisita, o que o tornou, aos nossos olhos, uma figura suspeita. Enganadas, fomos surpreendidas pela caridade daquele moço.
Obrigada moço. O senhor me fez presenciar uma das cenas mais engraçadas desta viagem.
Voltamos, a Bilica fez o hot dog, arrumei a cozinha, chegaram dois amigos da Bi e a Nati e vimos o filme Plano de Vôo (muito bom, por sinal).
Encerrada a sessão, comidos os hot dogs (Beth e eu sócias), vimos a final daquele Reality Show e concluímos que o premio que a Mara ganhou não vai durar muito. Coitada.... Depois entrem na COMUNIDADE DA RÊCA sobre o assunto, pois lá ela fez os cálculos direitinho. Não vai durar uma semana!
DESPEDIDA
Estava próxima a minha partida, mas antes Rêca e eu ficamos conversando por horas, vendo fotos da época em que ela morou no Japão, conversando sobre tudo um pouco... num momento muito feliz...
Por fim, fomos dormir, no dia seguinte arrumei a mala pra ir para Sampa curtir outra aventura e estar com mais amigos. E sem esquecer a Família Zucher, que me recebeu com tanto carinho e hospitalidade, e que farei o possível para rever dia 26 de agosto, no segundo ano de Luiza. Já saí com o coração partido, um abraço apertado das novas amigas e os olhos marejadas, mas sabendo que o reencontro será em breve...

(Eu de coelhinha: últimos momentos felizes e inesquecíveis em Salto City)
RUMO A SAMPA
Em Salto, peguei o ônibus para Sampa. São aproximadamente duas horas de viagem e combinei com Grazi e Nanda, amigas do Orkut e do MSN, no Terminal Tietê às 12.30. Atrasei um pouco, pois o ônibus que sai de Salto pára na Barra funda e não no Tietê. Aí rolou um metrô básico e uma chuva torrencial.
Conheci a Nanda e a Grazi e deixamos minha bagagem no PS onde a Grazi trabalha, pois só retornaríamos a noite e é próximo do Tietê.
Como São Pedro não colaborou, o caminho era até curto, mas a chuva era muita, meu cabelo se lavou pela segunda vez no dia. Sorte que estava com blusa extra amarrada na cintura.

(O cara que bateu esta foto ficou muito nervoso com tanta beleza a sua frente que ele fez o favor de virar a máquina ao contrário, até ser avisado por todos a sua volta que a posição da máquina estava incorreta)
Almoçamos no Shopping tal, tiramos fotos, conversamos um monte, falamos muita asneira, coisa séria também, quase entalei com a comida, comi uma nhá benta (único pecado da minha viagem) e de lá seguimos Grazi e eu para o Aeroporto Internacional de Guarulhos (Cumbica) encontrar o Doctor Blue Eyes, Carlos Eduardo.

(Nanda, Eu e Grazi no Restaurante)
Infelizmente a Nanda não pode ir por conta dos seus filhotes, Guilherme e Gustavo, com menos de dois anos e mais de dois meses, respectivamente. A Nanda é uma mulher forte, de impulso, segura, cheia de vida e de história de vida, mesmo com pouca idade. Quero encontrá-la sempre que for a Sampa.

(Grazi e Nanda no Terminal Tietê)
JECAS EM CUMBICA
Pagamos barato (R$ 6,00 ida e volta) para ir até Guarulhos de ônibus normal, em um trajeto de 25 minutos, ao contrário do Airport Service (ônibus de viagem) caro (R$ 26,00 SÓ IDA!!), com menos opção de horários e mais tempo em trânsito.
Como chegamos na pinta do horário e pelo que vi na tela dos desembarques, o Carlos já estava lá dentro. Liguei e ele disse que estava numa casa de câmbio, ao lado de um banco que não falarei qual é. Antes passamos no toillete para dar aquele up-grade.
Saindo de lá, começamos a agir como três jecas naquele aeroporto gigantesco.
Localizei uma casa de câmbio, ao lado do banco que ele falou, e ele disse que estava dentro e que iria sair, para a gente esperar do lado de fora. Esperamos, esperamos, e nada.
Telefone toca. (JECA 1 = EU - SOTAQUE MINEIRO; JECA 2 = GRAZI - SOTAQUE CAIÇARA/PAULISTA; JECA 3 = CARLOS - SOTAQUE PERNAMBUCANO)
JECA 1: Alô.
JECA 3: Onde vocês estão?
JECA 1: Uai, estamos onde você falou, em frente a uma casa de câmbio, ao lado do banco tal.
JECA 3: Oxe, eu já saí daí, estou em frente aos caixas eletrônicos tais...
JECA 1: Gente, mas como você está vestido?
JECA 3: Estou de camisa de linha branca e mochilão preto e laranja nas costas...
(Pausa para o comentário simultâneo sobre a blusa de frio de linha que o JECA 3 está usando. JECA 1 e JECA 2 já sabiam que JECA 3 estaria de blusa de frio. Não estava frio, mas como JECA 3 vem de um lugar muito quente, qualquer queda de temperatura é motivo pra colocar um agasalho.
JECA 1: Falei Grazi, que ele estaria de blusa de frio...
JECA 2: com certeza...)
JECA 1: Mas eu não estou te vendo...
JECA 3: Vocês estão em frente aos caixas????
JECA 1: Sim, claro...
JECA 3: Oxe, vocês tão de brincadeira com a minha cara...
JECA 1: Vê se eu ia brincar com uma coisa séria dessas... que Asa você está?
JECA 3: To na Asa D...
JECA 1: Então pronto.. fica aí na Asa D, não sai que eu te acho.
Desliga o telefone.
JECA 1: Sabia.. ele está na Asa D...
JECA 2: Então é isso... Moço, onde é a Asa D?
MOÇO: Lá em cima...
JECA 1: E lá tem caixas e bancos como aqui embaixo?
MOÇO: Tem sim...
JECA 1 E 2: Obrigada...
JECAS 1 e 2 subiram as escadas rolantes e um mundo sem fim se mostrava.
Novas ligações. Novas joselitagens jecas sem sucesso e alguns quilômetros dentro de Cumbica depois...
JECA 1 nova ligação pro JECA 3 e passA o telefone para JECA 2.
JECA 3: Alô.
JECA 2: Exatamente, onde você está agora meu?
JECA 3: Um (aquela rede vermelha de fast food) está aparecendo aqui pra mim...
JECA 2: Então fica aí meu...
Desliga o telefone.
JECAS 1 e 2 percorrem mais alguns quilômetros, avistam o lugar e o JECA 3 virando à direita. Corre-corre. JECAS 1 e 2 viram à direita e trombam com JECA 3.
Encontro JECA em Cumbica consolidado.

(Eu, Carlos e Grazi no Aeroporto de Guarulhos)
ATRAPALHADAS DE UM PAR DE OLHOS AZUIS
Carlos é o meu médico anestesiologista preferido. Conhecemos no Orkut e conversamos sempre que dá pelo MSN. Sempre planejei conhecer essas pessoas do Orkut, que criei algum vínculo, mas nunca pensei que um acaso fosse tão produtivo e bacana sob vários aspectos.
Ele foi para o Canadá quarta, fazer um curso na sua área, antes de terminar sua residência. Vai passear também, claro.
Planejou esta viagem há mais de um ano, todos os detalhes programados. Só o nosso Orkontro antes do embarque que não foi planejado.
Com a viagem para Salto marcada, pensei na vaga idéia de ir até Sampa encontrar a Grazi, minha amiga mais assídua e confidente de muitas mazelas. Conseguimos casar dias e horários na semana passada, a Nanda se juntou a nós, e sabíamos que iríamos estar juntas no dia 29 de março. Nunca imaginávamos que Carlos estaria em nossos planos.
Sábado, um dia antes do meu embarque para Campinas, vi no MSN do Carlos que ele iria para o Canadá na próxima quarta, no dia do nosso encontro. Joguei um verde e ele disse que embarcaria para Toronto partindo de Sampa. Falei do nosso encontro, ele deu a idéia de estarmos todos juntos em Guarulhos, passou o número do telefone, liguei, combinamos e por fim nos encontramos.
Homem lindo (as fotos não nos enganaram), simpático, inteligente, charmoso... como suspirei viu... rsrsrsrsrs...
Conversamos muito, ele tirou fotos nossas, sentamos para comer numa rede de pizzarias famosa, antes do check-in.
Grazi e eu fizemos o pedido primeiro e ele ficou tomando conta de bolsas, máquinas e celulares. Voltamos, mas ficou faltando um pedido da Grazi e como ele iria voltar, pedimos a ele para pegar. Quando ele voltou, voltou com todos os nosso pedidos duplicados... rsrsrs.. tomei água de côco até falar chega... rsrsrsrsrs... . foi muito engraçado...
Comemos e ao levantar para sair, tinha um casal mala que estava com seu carrinho de malas obstruindo a passagem. Como o Carlos é um gentleman, ele, meio atrapalhado e sob o olhar fuzilante da mulher mala e mal humorada (sem falar que não tinha simancol, pois uma licença educada ali seria o mais sensato), saiu de ré com seu carrinho do espaço interno da pizzaria. Mais uma atrapalhada engraçada do meu anestesiologista preferido.
Próximo passo: fila imensa do ckeck-in. Bom que o check-in dele era rápido, pois ele já saiu de Recife com as malas despachadas, e ficamos pouco tempo mofando na fila, para mais algumas atrapalhadas engraçadas. E antes de entrar na fila correta, a mulher mal humorada e sem noção da pizzaria nos perguntou se aquela era a fila do check-in pro Canadá, no exato momento em que encurtamos nosso caminho para a fila correta. Foi um tapa de luvas.
Na fila, Carlos deveria preencher um formulário contendo dados pessoais, por determinações do DAC. Depois de preencher tudo, com o texto todo em inglês, ele percebeu que havia o outro lado com o texto em português. Mais outra atrapalhada para a contabilidade geral. Pelo menos, eu disse, ele praticou o inglês fluente que ele tem... rsrsrsrsrs...
Feito o check-in, a idiota da atendente da companhia aérea, ao responder ao questionamento dele sobre a declaração de bens na Receita Federal, disse que ele tinha que correr, senão ele perdia o vôo. Eis que ele sai desembestado. Corremos mais uns quilômetros, erramos o caminho, pois ele estava apavorado, meus pés doíam depois de um dia inteiro de salto e por fim chegamos no posto da Receita Federal completamente VAZIO. Vontade de bater na atendente não faltou e lá ele declarou seus bens e eu aproveitei para bater uma foto na surdina.

(Momento sério: declarando os bens na Receita para sair do Brasil)
Deixamos o mocinho no embarque internacional, recomendei juízo (ele disse que tem de sobra e queria perder um pouquinho) e nos despedimos. Será que teremos mais um acaso desses no futuro????
Grazi e eu partimos de volta a Sampa, para pegar a bagagem no PS e pernoitar num hotel ajeitado lá perto.

(Carlos e Grazi pouco antes do embarque dele)
O BOLO
Sempre que vou ou passo por Sampa aviso ao Jean, hoje meu amigo, que estarei em tal lugar, visto que ele sempre me pede isto.
Não foi diferente desta vez, mas liguei um pouco tarde, por esquecimento mesmo, mas já o tinha avisado no MSN com alguma antecedência que estaria em Cumbica naquele dia.
Quando estava na fila do check-in com o Carlos e a Grazi, e após já ter avisado ao Jean que ficaria lá até umas 9.40 da noite, meu telefone tocou.
EU: Alô.
JEAN: Oi Flavinha.
EU: Oi Jean.
JEAN: então, não sei se vai dar para eu ir para Cumbica pois meu pai ainda está em Sampa e ele está com o carro...
EU: Ah tá, tranqüilo.. só avisei porque você me pede né...
JEAN: É, mas aqui, você não foi a Guarulhos só por minha causa, né?
EU: Claro que não né, Jean!
JEAN: Ah, seria muita pretensão minha né...
EU: Com certeza, seu tempo já passou né...
JEAN: É, já passou...
Trocamos mais algumas palavras e desligamos. Eu fui apaixonada por ele muitos anos. Louca de paixão mesmo. Penso que foi o mais intenso da minha vida. No entanto, quando um não quer, dois não fazem. E depois de muito apanhar e amadurecer, a
situação toda passou e ficou a amizade. Mas os bolos dele permanecem... rsrsrsrs... nem a amizade é perfeita, não é mesmo?
PERNOITE COM OUTRA MULHER
Como diria a Grazi, decadência total. Mas esta foi a única solução que encontramos para resolver o meu problema de voltar a Campinas para embarcar de volta a BH e o dela de dar plantão em Sampa no dia seguinte sem ter que voltar a Santos.
Magistralmente, a Grazi conseguiu um hotel decente a um preço acessível. Valeu a pena, pois esta nossa pernoite juntas reafirmou uma amizade que existia online e que agora se tornou real. E só para deixar claro: camas separadas... rsrsrsrs...
Dormimos como anjos (Nanda, não lembro da Grazi ter roncado), tomamos um café da manha bacana e seguimos nosso rumo. Ela para o plantão. Eu para Campinas.
AMIGA GRAZI, ATÉ QUE NÃO SOFREMOS TANTO COM ESSE MICO DE DUAS MULHERES NO MESMO QUARTO, APESAR DO OLHAR ASSUSTADO DA FAXINEIRA DO HOTEL. ESPERO REPETIR OUTROS GRANDES ENCONTROS COMO ESTE, POIS PARECE QUE NOS CONHECEMOS HÁ SÉCULOS E QUE SOMOS ATÉ IRMÃS, TAMANHA AS MANIAS E JEITOS IGUAIS QUE TEMOS.

(Eu e Grazi no PS, pouco antes de minha partida para Campinas)
O COMEÇO
Perceberam como saudade pode ser uma coisa boa?
Meus olhos ficaram marejados em minha volta, de ter que deixar todas estas pessoas que revi e conheci.
Eram lágrimas se formando de uma saudade gostosa e feliz, de que tudo o que passou foi bom demais, de que fiz uma das melhores viagens de minha vida e de que a vida e a net (rsrsrs...) tem sido muito generosas de colocarem em meu caminho pessoas tão especiais.
E por isso que digo que é o começo. Começo de novas estórias, de novas viagens, de novas aventuras, de construir novas saudades felizes...
É bom chorar de felicidade. E é assim que estou agora.
Um beijo a todos e muito obrigada pela paciência de terem chegado ao final.
Agradeço novamente ao meu amigo Jardel por colocar em ordem as fotos desse post, já que sigo sendo uma negação nesse quesito. Beijos meu lindo!!!
:: Enviado por
Flavinha
- 02:40:55 ::
9
Conteste a vontade...
|