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Flavinha, 24 anos, meu limbo em Belo Horizonte City - MG. Porque LIMBO? Esta é a condição em que recém-bacharéis em Direito permanecem enquanto não são nem advogados e nem escravizários... ops... estagiários!!! Espero que curtam essa estória e tantas outras que contarei...

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terça-feira, 13 de junho de 2006

SOBRE AS FESTIVIDADES...

Foram bem intensas as comemorações do dia 10 de junho. Fizeram uma festa bem bacana nas bodas de 75 anos dos bisavós, tinham umas 200 pessoas no sítio em que eles vivem.

A bisavó chorou no parabéns, o bisavô tascou um beijo dentadura com dentadura na bisavó, dos 200 presentes, se conhecia 50, era muito. Tinha gente de Brasília, de Patos de Minas, e de outras roças mineiras.

Entretanto, as pérolas do dia ficaram por conta do meu primo de 33 aninhos. Segundo o "moço", ali na festa não tinha nenhuma mulher magra; que Gisele Bündchen é obesa; que a mãe dele (que já é magra) precisa emagrecer 9 quilos; quando na verdade ela só precisa perder uns 2; que a irmã dele (magra também) é baleia assassina; eu quase ofereci a ele para tirar toda a minha roupa para ele conferir que eu não estou "caidona" depois de ter eliminado 30 quilos; ele me perguntou se, depois da cirurgia, eu cagava fedido; e, finalmente, ele disse que gosta de mulher ossuda. Foi quando eu sugeri a ele que comprasse uma passagem só de ida para a Etiópia, pois ela ele encontraria TODAS as mulheres no porte que ele desejava. Fui aplaudida, porque daí ele saiu e nossos ouvidos foram poupados.

No mais, voltamos para casa numa pick-up, eu dirigindo porque minha mãe aproveitou para entornar todas e ainda trouxe minha prima junto. Resultado: passei a mão na bunda da minha mãe todas as vezes que passei marcha. Já que no espaço de uma pessoa, estavam duas.

Ao chegar em casa, descobri que fui enganada por 3 dias. Sim, sou lerda, pois me passaram para trás durante longos 3 dias.

Minha mãe agitou uma festa surpresa apenas para o pessoal de casa e alguns amigos que ela conseguiu achar o telefone e sabia que eram mais íntimos. Resultado: apesar de todos mortos, tinha balão e bandeirinhas em verde-amarelo, bolo de chocolate com cobertura trufada (meu preferido) e muito, mas muito doce. Fora o filé mignon que amo.

Todos riram da minha lerdeza, pois nem diante dos assados, após a família inteira ter morrido de comer na festa dos bisavós, eu desconfiei de algo. Só descobri mesmo quando me arrastaram para a varanda de casa onde a festa aconteceu.

Agradeço imensamente o carinho da minha mãe que preparou a surpresa com amor e cuidado; a minha família que ajudou e está sempre presente, aos amigos que ligaram, lembraram, ou se manifestaram de outra forma; aos amigos que estiveram presentes na festinha; e aos que enviaram cartões online (Telma e Sofia). Agradeço também a alguém especial que me mandou um cartão, mas me privou de sua presença. De qualquer forma, obrigada.

Abaixo algumas fotos das bodas. Não tenho fotos digitais da festa surpresa.






MAMIS E EU








EU E MEU TIO MARCELO








BOLO DOS BISAVÓS








OS BISAVÓS








BISAVÓ CHORANDO DE EMOÇÃO








BISAVÓ CHORANDO DE EMOÇÃO








DENTADURA






SOBRE FLORIPA...

Foi uma viagem maravilhosa. A ilha é linda, as pessoas lá são bonitas e educadas, a cidade é limpa, não há mendigo e pedintes, as ruas e calçadas são impecavelmente limpas. Até os banheiros públicos são dignos de serem utilizados. A única que coisa que pegou foi o frio de doer os ossinhos.

É um outro mundo e os cinco dias que fiquei lá foram fantásticos.

Ficamos na praia da Joaquina, próxima à Lagoa da Conceição. Praia de ondas fortes e muitos surfista se também de praticar o surf de areia, que, claro, não pratiquei... rsrsrsrs... Explico: nunca que os horários coincidiram e acabei ficando só numa caminhada pelas dunas.






EU NA PRAIA DA JOAQUINA








QUE FRIO NA PRAIA DA JOAQUINA








NAS DUNAS




Conheci o centro histórico, com seu mercado público, alfândega, praça XV e ruas estreitas. E claro, a figueira centenária. Nela dei uma volta, mas dizem que o ideal, para um eventual desencalhe, são sete. No entanto, seria o mico do ano e não estou tão no desespero assim. Tá bom, só um pouco.






FIGUEIRA CENTENÁRIA ATRÁS



Fui até o mirante da ponte Hercílio Luz, a maior ponte pênsil e única do país e uma das maiores do mundo. Ela foi idealizada pelo então gov. do Estado de Santa Catarina, Hercílio Luz, sendo projetada e construída nos EUA. Esse Hercílio Luz foi tão importante por lá que ganhou uma ilha, a do Francês, que fica ao norte da Ilha.






PONTE HERCÍLIO LUZ








TIA, EU E AVÓ NO MIRANTE DA PONTE








EU





Fui à praia de Canasvieiras, famosa por receber argentinos e de fato é assim. Só se vê casa de câmbio no local. E muito gringo hispânico também. Por lá decidimos (estava com avó e tia) fazer um passeio de barco que duraria todo o dia e quando sentamos a bordo, vimos o barco tomado em sua maioria por argentinos. Decepcionei. Só tinha argentino feio, com dente podre. Eles dançam mal, cantam mal e são chatinhos. Nesse passeio paramos num restaurante "mea" boca no meio do nada onde comi apenas ostras. Comi mesmo. Muita, porque adoro. Desse restaurante, há uma parada para um passeio guiado pelo forte de Anhatomirim (boca do diabo). Meu nome foi gravado pelo guia sósia do Thunderbird (aquele antigo apresentador da MTV), que ficava tirando onda só porque estava filmando o passeio e tirei dele a oportunidade de vender o DVD feito por ele mesmo para mim mesma.
Nesse passeio conheci o Marcos, paulistinha bacana, com quem acabei fechando um agradável dia, numa agradável noite.






CANASVIEIRAS








BARCO








COMANDANDO TUDO NO BARCO








CANHÃO (NÃO EU, OK? O OBJETO ATRÁS DE MIM) NO FORTE DE ANHATOMIRIM








TIA E EU NO BARCO







Fiz também um "city tour enganation" pela cidade, no qual a única novidade foi ir ao mirante do Morro da Cruz e ter uma vista espetacular da Ilha toda.






VISTA DO MIRANTE DO MORRO DA CRUZ



Fiquei encantada com Floripa. Espero retornar outras tantas vezes.


SOBRE A COPA DO MUNDO...

Começaram os jogos. Só tenho a dizer que apesar de vaiarem o gordo, ainda o acho um fenômeno.

Torço para ele desde sempre, e torcerei sempre, porque eu vi esse homem ainda menino dar espetáculo no Mineirão. Eu tinha apenas 13 anos quando vi aquele magrelo, dentes projetados, dirigndo um golf sem carteira pela cidade, dar verdadeiros passeios nas zagas adversárias. E o vi ir embora também, num Cruzeiro e "Curinthians". Para mim, ele é melhor que Pelé, Garrincha, Maradona, simplesmente porque ele eu vi jogar sob meu olhar. E desde então torço por ele, onde ele estiver.

Foi assim hoje. E será sempre. O gordo não tinha que sair hoje. Adriano (imperador o caralho) que deveria ter saído e entrado aquele Robinho medonho.






VALEU GORDO!!!



E o Simon furtando para a Itália, vocês viram? Eu vi. Pirlo fez um golaço e o zagueiro de Gana vacilou feio diante do Iaquinta, mas que o Simon passou a mão em Gana, isso passou....

De qualquer forma, ainda me emociono mais em final de campeonato da minha seleção celeste no Mineirão. A sensação é mais gostosa.

Boa semana a todos e ótima Copa do Mundo, sem esquecer da importância de não reeleger o Lula.

:: Enviado por Flavinha - 21:28:05 ::
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quinta-feira, 8 de junho de 2006

FAZER ¼ DE SÉCULO... E FAZER 75 ANOS DE CASADOS???

O que falar disso? Nada se não estivesse em crise...

Sinto-me a mais idosa das mulheres, meus cabelos brancos nascem como nunca (deve ser genético, já que desde a minha bisavó que os cabelos brancos nascem assim, tão cedo.. aff...), estou quase careca (explico: é uma das conseqüências do pós-operatório da cirurgia que fiz, pois a baixa de vitaminas é grande e o organismo reage com a queda de cabelo), ainda não tenho a minha casa e ainda não me firmei profissionalmente do eito que quero.

Quando minha mãe fez 25 anos, ela já estava se divorciando, bem empregada na empresa de fornecimento de energia elétrica aqui do Estado e criando uma filha de 6 anos.

Eu, completando os mesmos 25 anos, ainda dependo da minha super-mãe.

Tudo bem, ela já me disse que isso passa.

Não farei qualquer tipo de comemoração no sábado, dia 10, por dois motivos: não tenho dinheiro para isso e meus bisavós fazem 75 anos de casados nesse mesmo dia.

Meus bisavós se conheceram lá pelos lados de Dores, Estrela e Luz, aqui em Minas Gerais, quando a minha bisavó, com menos de 16 anos, vestia um vestido amarelo e lavava roupa na beira do rio. Ele, já prometido para outra, desfez o compromisso, e se casou com ela. Foi uma festa grande, no dia em que ela completava seus 16 anos.

Eis que se passaram 75 anos e nas bodas de 50 anos, quando tudo era ouro, eu resolvi dar o ar da minha graça. Deve ser por isso que adoro festa. Nasci no dia de uma. E de parto natura, sem qualquer indução ou programação. Minha mãe estava prontinha para a festa, vestida num vestido de veludo cinza.

Essa semana a "Rede Bobo" foi fazer uma matéria com os dois lá no sítio em que eles moram. Até beijo na boca, de língua (ou será de dentadura?), eles deram. Foi interessante. Ela foi espontânea, já que ela nunca conseguiu ficar longe dele nesse tempo todo. E ele foi u tagarela. Ele é muito lúcido em seus 96 anos. Pergunte de política, economia, qualquer assunto, do passado ou do presente, que ele te fala.

Para quem está no Estado, tiver interessado e quiser acordar cedo, essa matéria vai ao ar no BOM DIA MINAS, que começa às 6:30 da "madrugada", no dia 12 DE JUNHO, em homenagem ao dia dos namorados.

MOTORISTA PRINCIPIANTE, MICO CONSTANTE...

Sim, mal chegou minha carteira de habilitação e já paguei o mico do ano.

Três dias depois de ter chegado em minha casa, minha tia me chama para ir com ela no supermercado, no carro do meu avoque estava viajando.

Consegui fazer a manobra na garagem, tirando o carro e tudo. A garagem daqui de casa é meio cabulosa. Segui daqui ate a entrada do campus da UFMG, que fica há menos de 2 km daqui de casa, quando um motorista de ônibus, que seguia no meu encalço, começou a buzinar e gesticular pavorosamente. Não entendi nada, mas logo a minha tia compreendeu, já que ela pagou o mesmo mico umas duas semanas antes.

Andei 2 km num Palio modelo novo com o FREIO DE MAO PUXADO!!!! Sim, PUXADO!! Esqueci, vou fazer o quê?

Ela soltou a bagaça, e eu continuei andando, mas o motorista não parava de buzinar e gesticular. Apesar do cheiro forte, não pensei que tivesse algo mais. Parei o carro minha tia desceu e esperamos um pouco, já que parecia que o carro ia pegar fogo.

Nessa espera, olho meu retrovisor e vejo um Audi A3 prata com um conhecido no banco de passageiros. Era o Edu Dracena, capitão e zagueiro da Seleção Celeste (Cruzeiro Esporte Clube) que fez a gentileza de dar aquela tirada gritando para mim que o freio de mão estava puxado. Tentei enfiar minha cabeça entre o volante e minhas pernas mas não consegui.

Acontece nas melhores famílias. Só meu avo que não pode saber disso... rsrsrs...

NOVA VIAGEM...

Aquela empresa aérea que tem nome do maior lance do futebol, fez mais uma promoção indecente nos últimos finais de semana e novamente a minha família não resistiu.

Comprei dez passagens para Salvador para a galera daqui de casa, uma para minha mãe voltar para Vitória e uma para eu ir para São Paulo encontrar com meus amigos de lá, ir na Feira Hospitalar e conhecer uma galera da comunidade "Odeio bobagens no PS" do Orkut.

Portanto, dia 17 estarei flying de novo... ô vida difícil....

ESTOU AMANDO...

Estou amando, só falta acontecer.


Beijos a todos e um ótimo final de semana.
Não se esqueçam do meu presente, de preferência um carro novinho. Quem não puder, pelo menos liga, deixa recado, cartinha... rsrsrs...
Próximo post, conto como foi a viagem para Floripa.

OSIMAR, querido, só falta a coragem pra ir lá fazer a tatoo.. rsrsrsrs...

:: Enviado por Flavinha - 12:07:10 ::
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segunda-feira, 29 de maio de 2006

SÃO TANTAS EMOÇÕES...

Estive pensando quantas coisas conquistei no período de um ano. Simplesmente muitas, foi um período mágico.

Tornei-me bacharel (mesmo que no limbo... rsrsrs), depois advogada, iniciei e terminarei uma pós-graduação nesse mesmo período (tudo bem que não e um curso que estou amando, mas pelo menos levarei comigo a titulação), fiz uma cirurgia que está me dando cada dia mais qualidade de vida, e, a mais nova delas, tirei meu porte de arma (leia-se: carteira nacional de habilitação).

Fiz meu primeiro e único e exame (sim, passei de primeira!!) no dia 19 deste mês, num lugar em que algumas pessoas não agradam muito por considerar difícil. No fundo é, há outros locais de prova mais simples, mas eu cheguei lá!!! Examinadores bacanas acompanharam meus longos 5 minutos de exame, não tomei propalonol e fiz a baliza mais perfeita da minha vida.

Esta última conquista foi bastante especial, é uma coisa já venho pleiteando há tempos e passar de primeira me poupou tempo, dinheiro e ter que conviver com o proprietário da auto-escola me dando as aulas de direção. Pense como é incomodo passar num buraco e ver a cara dele de decepção... muito ruim essa sensação... rsrsrsrs....

E esta conquista iniciou um outro período de histórias engraçadas e emocionantes que vivi em Cássia (cidade do meu pai), Ribeirão Preto (para fazer prova) e Florianópolis (para curtir férias mesmo).


UM ANO E MEIO DEPOIS...

Este foi o período que fiquei sem ver o meu pai. Algumas vezes não fui por falta de oportunidade, outras por não ter querido ir, outras por falta de tempo... enfim: um ano e meio é um período longo.

Estava planejando passar por Cássia para rever Papis e familiares porque como ia para Ribeirão Preto para fazer prova e as cidades são próximas, seria uma boa oportunidade. Nos meus planos iniciais, eu ia uns 3 dias antes da prova, e seguiria no sábado, dia 20, para Ribeirão. Só que a minha prova de direção foi marcada para o dia 19 e já até havia descartado passar por Cássia, mas meu pai ficou tão triste que acabei passando menos de 24 horas lá. No entanto, foram horas proveitosas e importantes para aparar algumas arestas na minha relação com ele.

Eu fiz meu exame de direção pela manha e segui rumo à Cássia no horário de almoço. Desci em Passos, pois não há ônibus direto para lá, e de Passo peguei um ônibus tenebroso para Cássia. Cheguei por volta das sete da noite. Revi avós, tios, alguns primos.

Após uma merecida noite de sono (porque eu perdi umas duas de ansiedade com o exame de direção), acordei às 5.30 da manhã para acompanhar uma missa de Santa Rita na capelinha que tem num mirante da cidade, agradecendo aos céus e a Santa Rita pelas conquistas que tive nesse último período.







VISTA DO MIRANTE DA CAPELINHA








ESCADARIA QUE LEVA À COLINA



De lá, seguimos Papis e eu, para um tour pela cidade, que não passa de 25 mil habitantes. Passamos pela praça, pelo fórum e pela Igreja Matriz. E em meio a esse passeio, conversamos muito, principalmente sobre alguns acontecimentos que aconteceram com minha família nos últimos tempos e que fiquei totalmente alheia por que eles simplesmente não me contam nada. Mas a nossa conversa principal foi sobre a ausência dele em minha formatura. Esta conversa era devida entre nós dois. Eu fiquei muito chateada, ele se arrepende, mas no final, nunca deixaria de amá-lo por isto. Apenas ressaltei que ele deixou de estar presente num momento único em minha vida. Mas eu entendo os motivos que ele tem.






VISTA LATERAL DA IGREJA MATRIZ: POR DENTRO ELA É MARAVILHOSA



Voltei para a casa de meus avós, arrumei minhas coisas novamente e fui para a rodoviária rumo à Franca e de lá pegar outro ônibus para ribeirão e encontrar o Joaquim, meu amigão, meu sócio em várias coisas e meu cúmplice em vários momentos importantes.

CHEGANDO EM RIBEIRÃO...

A estrada que leva a Ribeirão, até a divisa entre os estados de Minas Gerais e São Paulo é um cocô. É só passar para o lado de lá que o asfalto melhora, a estrada duplica, a privatização do sistema rodoviário impera.

Saindo de Franca rumo à RP (Ribeirão Preto), o que se vê à beira da estrada é um "mar" de canavial. Nunca vi tanta cana junto. Quase tive uma crise de dumping, só de pensar nas toneladas de concentração de açúcar existentes naqueles canaviais.

Estava com uma expectativa enorme em relação à RP, pois todos falam que aquela região e uma Califórnia brasileira. E tirando a rodoviária horrenda e o letreiro do hotel em que ficamos, posso dizer que sim.

A cidade é agradável, tem agricultura de ponta (parêntesis para um outdoor que dificilmente virei por aqui: um famoso banco estava fazendo uma promoção em que o premio concedido é um trator), entre tantas outras qualidades que perderia parágrafos e parágrafos enumerando aqui.

Joaca já estava a minha espera e, claro, diante da minha cara de turista, mais um nativo fez hora com a minha cara (Sim, não e a primeira vez. Ano passado estive no Rio e o nativo motorista de ônibus perguntou prá mim se eu era cearense após tê-lo perguntando em que direção era a praia. Ao responder que não, que era mineira, ele apontou, como se eu fosse cega e retardada, a direção do mar. Como se eu nunca tivesse visto o mar e como se não fosse à praia desde os meus um ano de idade).

Há uma divisória, em que só se entra e sai por uma roleta, que separa a área de embarque e desembarque daquela rodoviária lixo do resto do lixo. Joaca me aguardava do lado de fora. Do lado do resto. Ao ver aquele lixão e já próxima da roleta, viro para o Joaca e falo:

- Como a gente sai daqui? (Fiz a pergunta ao Joaca e me referindo a como sair daquele lixão em segurança, pois a rodoviária é feia, só tinha gente feia e comércio feio)

Ao perguntar isso, o nativo me solta:

- É só passar pela roleta primeiro...

Juro que não tenho cara de mongol para ele fazer esse comentário ridículo. Passei rápido, pua e com riso irônico falando:

- Sério???? Se você não me falasse eu não ia saber....

Saindo de lá, fomos a procura de um táxi que nos levasse ao hotel e para sumir o mais rápido possível daquele local "mui agradável".

Fizemos nosso check-in no hotel (estávamos preocupados do hotel ser um lixo, pois ele é próximo da rodoviária e quando você entra na cidade você vê o letreiro dele e o prédio, de fora, é horrível!!), gostamos do que vimos e fomos ao shopping comer algo.

Pegamos um ônibus na rodoviária (voltamos lá algumas milhares de vezes, pois o local é "point" de acesso para vários cantos da cidade) e depois de várias voltas pela cidade chegamos, comemos, eu dei uma entalada básica com cinco garfadas num risoto, comer meio filezinho de picanha e mastigar algumas batatinhas) e fomos embora. Pegamos mais um bus que descia na... rodoviária!!!!

Da rodoviária até o hotel, é muito perto, não justifica pagar um táxi e furarem nosso olho como fez o taxista que nos cobrou dez reais para andar três quadras e não ligar o taxímetro.

LADIES FIRST...

Ao chegarmos no hotel, queríamos acessar a net, que é de graça lá, mas com a existência de um mísero pc (nem tudo é perfeito) e um time de futebol inteiro hospedado por lá, usufruindo do serviço gratuito, desistimos de esperar no saguão e fomos para o quarto com o intuito de retornar mais tarde.

Entramos no elevador e juntamente conosco um senhor de bonezinho cor bege. Joa ca e eu iniciamos o diálogo:

JOACA: Será que vamos conseguir acessar mais tarde com esse tanto de gente lá?

EU: Ah, vamos sim, porque eles tem hora pra dormir, estão concentrados... vamos voltar depois da novela e mesmo que eles estejam lá, diante da minha presença, LADIES FIRST..

Eu terminei de falar LADIES FIRST, e num mesmo momento, numa mesma ação, o elevador pára no nosso andar, que era o mesmo do senhor de boné bege, e ele sai na minha frente, com uma cara de sem graça, ao ouvir o meu LADIES FIRST...

Juro que segurei o riso quase até na porta do quarto, mas como estávamos hospedados no mesmo andar, é provável que ele tenha escutado a minha gargalhada diante daquela cena.

Entramos no quarto, estudamos um pouco, esperamos a novela acabar e descemos para acessar a net.






JOACA E EU DANDO AQUELA REVISADA BÁSICA



Eu abro a porta do elevador, que dá de cara com o pc e quem está acessando a net???? Sim, o senhor de boné bege. A essa altura, como eu previ, o time de futebol já tinha se recolhido e ao nos ver o dileto e educado senhor abandonou o pc na mesma hora e subiu para o seu quarto.

Fazer o quê... LADIES FIRST!!!

FAZENDO PROVA...

Eu já contei de quase tudo aqui, só não especifiquei o que faríamos em RP. Uma prova de concurso público nos levou ate lá.

No dia da prova acordamos bem cedo, tomamos café, Joaca só via concurseiros a sua frente e mais uma caminhada nos levou até a rodoviária para seguir ao local de provas. Joaca desviou de alguns baixas rendas dormindo num frio debaixo de marquises e na rodoviária descobrimos que o bus que levaria até o local de provas só passaria as 8 da manha e sem chance de pegá-lo. A solução seria pegar um táxi, o que fizemos juntamente com um paulistano que nos abordou por lá para dividirmos o valor da corrida.

Fizemos a prova, voltamos de busão novamente, encontramos o paulistano novamente e retornamos ao hotel para almoçar e fazer check-out. E eu só tomando prejuízo nas comidas, pois peço e não como simplesmente quase nada!

TAXISTA MONGOL...

Como somos uma dupla fora do comum, só poderíamos pegar um táxi com um taxista fora do comum. Mas o fora do comum dele é que ele era mongol!

Joaquim repetiu para ele simplesmente umas vinte vezes o roteiro que faríamos: deixaríamos nossas bagagens no guarda-volumes, ele esperaria e depois nos deixaria na Chopperia Pingüim, famosa em RP.

O taxista deve ter algum problema, pois tinha dificuldade de falar e entender.

Ao descer na rodoviária, iniciamos uma corrida para economizar na hora parada... rsrsrs... estilo bem baixa renda. Corremos com a minha big mala e corremos como trombadinhas para voltar ao táxi. Simplesmente hilário. Joaca ficou com medo de ser parado pela polícia.

No fim, descemos há um quarteirão do Pingüim para que ele não ficasse dando voltas conosco.

PINGÜIM E REENCONTRO...

Desde que chegamos em RP) já estava nos planos passar no Pingüim. Provar o chopp (só provei mesmo, pois não estou bebendo, então, biquei do Joaca), conhecer a magia do local.







EMPÓRIO PINGÜIM: O ORIGINAL, FECHA AOS DOMINGOS



Aproveitando este passeio, aproveitei para rever meu amigo médico, curitibano, que conheci ano passado no congresso de bioética em Foz do Iguaçu, e que atualmente reside em RP, o Israel. Colocamos o assunto em dia, os planos, etc. Foi ótimo revê-lo.







ISRAEL E EU NO PINGÜIM



Compramos algumas lembranças, descobrimos que teremos um Pingüim aqui em BH no mês de julho e seguimos para um tour pela cidade, para passar o tempo mesmo.







JOACA E EU NO PINGÜIM









EU NO PINGÜIM




CENTRO DE RP...

O centro histórico tem monumentos aos revolucionários de 1932, construções históricas, catedral metropolitana e muita, mas muita caca de passarinho que quase nos faz escorregar e bater de bunda com tanta caca no chão.







PRAÇA XV, NO CENTRO DE RP: MONUMENTO À REVOLUÇÃO DE 1932








PRAÇA XV, NO CENTRO DE RP: MONUMENTO À REVOLUÇÃO DE 1932




Caminhamos, demos uma volta em outro shopping e passamos o tempo numa lan house bizarra. Voltamos caminhando, Joaca abalado por meros dois choppinhos no Pingüim, quase sendo atropelado e querendo pegar carona no carro da polícia.







EU NO SHOPPING, ESPERANDO O TEMPO PASSAR SOB LANTERNAS JAPONESAS








EU E JOACA NO SHOPPING



Ele ficou um tanto quanto assustado com alguns elementos estranhos. O rosto dele na foto abaixo denuncia isso. Também pudera. Só para exemplificar, enquanto ele foi devolver a chave do quarto do hotel (sim, ele foi embora com a chave no bolso e só descobriu horas depois), eu fiquei esperando e pelo menos uns 5 pedintes me abordaram. Essa sensação incômoda é mesmo ruim.







EU E JOACA NA PRAÇA XV




VOLTA PARA CASA...

Novamente na rodoviária, desta vez em definitivo para nossa partida, aguardamos nosso ônibus pé vermelho apinhado de advogados!!!

Após várias conversas, várias paradas em cidades e uma passada mal do Joaca depois, chegamos de volta a BH mais de nove horas depois.







VOLTANDO PARA CASA




Como sempre faço, eu pedi carona a um motorista de uma famosa empresa de ônibus que tem garagem e terminal do lado da minha casa. Sempre faço isso para economizar no táxi ou não ter que tirar o pessoal aqui de casa da cama logo cedo. É fácil, eles sempre dão a carona e em 20 minutos estou segura em casa. O detalhe mais hilário foi a minha mala agarrando na porta que separa os assentos dos passageiros da cabine do motorista. Sabe o que é, eu fui humilde ao arrumar minha mala para três dias de viagem. De tão "pequenina", ela agarrou na portinha estreita... rsrsrsrs...

Em casa, apenas desfiz as malas e peguei a outra, que estava pronta, seguindo para o aeroporto, e de lá, para Florianópolis!!


Bom, este é o "breve" relato da minha aventura até Cássia e Ribeirão. Falta Floripa, post para os próximos dias.

Um grande beijo a todos e uma semana linda!!!

:: Enviado por Flavinha - 16:36:42 ::
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domingo, 14 de maio de 2006

PANIS ET CIRCENSES...

Eu amo esta música de Caetano e Gil na voz de Marisa Monte. Infelizmente, Gil virou Ministro da cultura. Ao invés de só fazer arte, resolveu virar um profissional da política. Sim, porque política hoje é antes de tudo uma profissão muito, mas muito bem remunerada. Melhor do que fazer concurso para juiz federal no Nordeste, onde o salário inicial é R$ 19.000,00, aproximadamente.

Essa música me remete a um filme que gosto muito e tenho o DVD (pirata viu Ana...). Assisto sempre que posso. É Hollywood, mas é uma história atualíssima, típica dos nosso dias atuais.

Para refrescar a nobre memória do meu querido leitor, a ficção foi construída numa Roma remota, dos tempos do Imperador Marco Aurélio. Este César, aumentou consideravelmente a imensidão do então império romano, e no filme, apesar de matar alguns milhares de bárbaros, passa a impressão de ser um político muito bonzinho que devolverá ao povo de Roma a própria Roma.

Nesta boa ação da era antes de Cristo, Marco Aurélio não passa o bastão ao seu filhote mal caráter e imoral, Comodus, e sim instrui seu mais leal general, Maximus, a fazer a transição de Império para a República, da forma como Roma nasceu.

Só que Comodus, muito espertinho e inconformado por não receber sua legítima, mata o papaizinho e se declara o novo Imperador. Nasce o terror, mas, claro, o povo de Roma não percebe.

Como não sabia nada de governar, era imoral, burro, pedófilo e incestuoso, Comodus, para distrair o povo romano diante da sua incompetência, dos problemas de Roma, da corrupção que a aleijou, etc, etc, etc (palavras de Marco Aurélio a Maximus, pouco antes de morrer no filme), decide decretar uma temporada de jogos na bela capital. Panis et circenses. Pão e circo ao povo. Gladiadores.

No fim, o general leal e servo ao imperador bonzinho, apesar de sua vingança pessoal (afinal, Comodus puxou seu tapete o filme inteiro e ainda mandou matar toda sua família), morre em prol de um ideal. O ideal ainda persiste. A política suja de Roma também.

Notaram alguma semelhança? Dia 9 de junho começam os jogos da Copa do Mundo. Um índio líder boliviano faz chacota com o Brasil. E temos um Comodus no poder. Panis et circenses. "Mas as pessoas da sala de jantar são ocupadas em nascer e morrer..."

ENCONTRO BLOGUEIRO...

Eu nem falei do encontro aqui da minha casa e já vou falar do segundo.

Conforme combinamos e viciamos, nos encontramos este mês na casa da Ariane. Mais uma sessão comida (que lasnaha e que mousse de chocolate branco eram aquelas?), fofoca, conversas sérias, amassos nos bebês alheios e muitaaaaaaaa diversão com estas meninas.

Juntaram-se a nós desta vez a Dani com o Lucas e a Natália com a Sara. As demais blogueiras de plantão são Aline, Ariane, Carol, Gabi, Lu, Pri, Renata e Telma e os sobrinhos lindos.

Ganhei uma foto linda minha com a Sofia, filhotinha da Telma, pois no dia do encontro em minha casa a fiz dormir... tenho um colinho de ouro!!!

Fizemos um amigo oculto novamente e quis o destino que eu tirasse a Gabi, caindo no mesmo núcleo familiar, pois da primeira vez eu cai com o Pedro, filhotinho dela. E para as demais coincidências, a Lu virou minha amiga oculta oficial, pois pela segunda vez ela me tirou e fui presenteada com um livro do Umberto Eco que estava desejando muito: entre a ironia e a mentira.

Nosso encontro mais uma vez foi um sucesso e dia 1 ou 2 de julho teremos nossa festa junina (julina???) aqui em casa.

E mais uma vez gostaria de dizer que este encontro é cada vez mais gostoso, pois temos a chance de estar com pessoas do bem, que nos fazem bem e agregam mais valores a nossas vidas. Obrigada amigas!!!

NA CASA DA PRI...

Após sair da casa da Ariane, segui para a casa da Pri. Depois de me perder na Antonio Carlos, andar num vento de doer, Olegário e Pri me buscaram e me salvaram daquela avenida inóspita.

Lá estavam alguns colegas da facul e, claro, não posso deixar de citar, Ana e Alex.

Após fazer mais uma boquinha com as delícias bem preparadas pela mãe da Pri (a Pri não sabe fazer nada na cozinha... hehehehehe...) e pelo Olegário (cara, que cuscuz ele faz!!!), juntamos para mais uma sessão bobagens nossas de cada dia.

Ana novamente nos presenteou com uma performance, acho que fingindo que gravava um clip da Mariah Carey com a Pri; Alex e Pri dançaram compulsivamente salsa e bolero; Alex acertou quase todos os exercícios de lógica propostos por Olegário (cara, além de gato é inteligente!!!); e, o melhor da noite, foram as histórias Olegarianas.

Dessas histórias, gostaria de destacar três. Quando Olegário conheceu Augusto (seu irmão de criação, fiel hóspede, ex-colega da faculdade, ex-acadêmico, bacharel em direito, ex-advogado e então delegado em treinamento na homicídios aqui de BH), a forma como Olegário liga para a casa do Augusto e a vez que o Augusto se ferrou numa prova.

Augusto virou nosso coleguinha no quarto período do curso. Veio de uma faculdade do Espírito Santo e chegou todo maroto. Nessa chegada, encontrou Olegário, nosso coleguinha sério, corpo escultural e orelha de jiu-jitsu. Na época, o menino e acadêmico Augusto, adorava ver aqueles programas de vale-tudo. E, ouvindo a boatos de que Olegário lutava jiu-jitsu (as orelhas não enganam), abordou nosso sério coleguinha Olegário, de uma maneira sutil.

Augusto: Fiquei sabendo que você luta jiu-jitsu... hehehe...
Olegário (cara de indiferença): Não...
Augusto: Mas e esse corpo, essa orelha...?
Olegário (cara de mais indiferença e sarcasmo): Bale... sou bailarino...

O tempo passa e o menino inocente augusto acredita, meio inconformado, que o coleguinha Olegário fosse realmente um bailarino...

Augusto: Mas você dança balé mesmo...
Olegário (mesma indiferença e sarcasmo): Danço....

O tempo passou e com a aproximação dos dois coleguinhas, augusto é convidado a adentrar no seio familiar de Olegário. E lá encontra um tatame. E o mito do balé finalmente caiu. E augusto levou uma lavada do Olegário no tatame. Até hoje augusto desafia Olegário, que claro, apanha.

A vida do menino augusto, depois de Olegário, mudou muito, e para melhor. Eles viraram verdadeiros amigos-irmãos e acho nobre a amizade deles. A única coisa que me mata de rir é que augusto hospeda-se dias na casa de Olegário, esquecendo que também tem casa e família.

A outra história é a forma como Olegário liga para a casa de Augusto. A forma de tratar ao pedir para chamá-lo varia de acordo com a evolução profissional de Augusto.

Quando acadêmico era assim: gostaria de falar com o acadêmico augusto César. (Mãe do Augusto sem entender nada daquela bizarrice...)

Quando bacharel: Gostaria de falar com o ex-acadêmico, então bacharel, Augusto César. (Mãe do augusto atônita com tamanha esquisitice...)

Quando advogado: Gostaria de falar com o ex-acadêmico, bacharel, e então advogado, Augusto César. (Mãe do Augusto tentando entender quem é esse louco...)

Quando delegado: Gostaria de falar com o ex-acadêmico, bacharel, ex- advogado, então delegado da Polícia Civil, Augusto César. (Mãe do Augusto em tratamento psiquiátrico...)

E, finalmente, a última historinha.

Augusto é muito inteligente. E para ele, tudo era fácil. As provas então, nem se fala. E menino que ele é, sempre fazia alarde publicidade, gozando Olegário, quando fechava as provas.

Certa vez, Augusto saiu da prova falando que foi fácil mais uma vez. No dia da entrega das provas, Olegário espiando, viu augusto receber sua prova, fechar a acara e enfiar a prova na mochila.

Olegário não resistiu e foi cutucar.

Olegário: Augusto, cadê sua prova? Quanto você tirou?
Augusto (falando rápido e nervoso): Não, não peguei não.. peguei não...
Olegário, insistente: Augusto, cadê sua prova? Quanto você tirou?

Augusto tira a prova da mochila, mostra a note (inferior à que ele esperava) e pega sua mochila, coloca nas costas e sai da sala indignado, falando alguns palavrões.

Posteriormente, Olegário o instruiu a falar com o professor, para rever uma das questões que ele havia acertado, mas o professor não havia pontuado. Apesar da sua grosseria e nervosismo com o professor, sem qualquer trato na hora de pedir a revisão, augusto foi contemplado com mais dois pontos, mas ainda sim acabou sendo inferior à nota do Olegário, o que deixava o menino augusto indignado.

DIA DAS MAMIS...

É hoje!!!

Parabéns a todas as mamães leitoras deste blog e também a minha avó linda e querida Elza, minhas tias e madrinha, e principalmente a minha mãe linda, a mais linda desse mundo, que apesar de estarmos quase sempre longe nesta data, em pensamento estamos sempre juntas e sabemos construir, mesmo de longe, a nossa felicidade e passar todo o nosso amor uma a outra.

VISITAS SILENCIOSAS...

Descobri que tenho mais leitores do que imaginava. Há séculos pedi um contador ao Jardel, mas ele já me deve tanta coisa nesse blog que já nem mexo mais... hehehehe... Espero que ele desestresse esse final de semana na festa do cafona, lá em Colatina (www.cafona.com.br).

E voltando aos leitores, peço aos silenciosos de plantão, que deixem seus comentários, opinem e contestem a vontade... o cantinho é meu, mas adoro visitas e faço dele um espaço bem democrático.

E obrigada pelas visitas, mesmo que silenciosas.

VIAGEM...

Dia 20 estarei viajando e ficarei fora por uma semana.

Inicialmente irei para Ribeirão Preto, por dois dias. Volto a BH, troco a bagagem e sigo direto para o aeroporto para cinco maravilhosos dias em Florianópolis.

Cuidarei do meu coração machucado, ficarei hospedada num hotel de frente para o mar na Praia da Joaquina, rodearei a figueira centenária por mim e mais duas amigas (sim, diz a lenda que a figueira centenária de Floripa desencalha as pessoas.. rsrsrs...), comerei muita ostra e camarão e, principalmente, não farei nada a não ser curtir o local.

Portanto, este será meu último post do mês de maio, mas já volto em junho contando da viagem e da minha angústia em fazer ¼ de século no próximo dia dez de junho.



Um grande beijo a todos!!!!

Ps. Depois peço ao Jardel para postar algumas fotos, pois não sei diminuir, nem hospedar, nem fazer a coisa toda ficar realmente boa aqui como ele sabe fazer ficar.

:: Enviado por Flavinha - 00:32:01 ::
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segunda-feira, 8 de maio de 2006

O DANO MORAL POR FALTA DE AFETO


Este tema tão recorrente e comentado nos últimos tempos e que fiquei devendo há algum tempo atrás aqui no blog, é tema dos meus pensamentos de hoje.

Para quem se lembra, há poucos meses atrás, foi julgado pelo Superior Tribunal de Justiça um caso que tinha como tese central o dano moral por falta de afeto. O filho, não obstante ter recebido toda a assistência material ao longo de sua vida, nunca recebeu de seu pai qualquer manifestação de afeto. Não sei dizer ao certo o que motivou que tais laços afetivos não fossem constituídos, mas lembro-me de que, na época em que estava terminando meu curso, em sala de aula comentavam que o filho não foi planejado, nascendo de um relacionamento ocasional.

Esses contornos são muito comuns atualmente. É raro presenciar casos bem sucedidos de relações afetivas nascerem de forma espontânea quando não se planejou a chegada de um novo ser, por exemplo. A mãe, normalmente, assume o papel que já é naturalmente dela (também há exceções) e ainda assume o papel da figura paterna, que normalmente se distancia com o passar do tempo, acabando apenas por contribuir materialmente na criação de seus filhos (mas isso muitas vezes também falta).

Na verdade, independentemente da história de vida que se tem, o que temos que deixar claro é que afeto é algo que não se obriga a ter uma pessoa com a outra. Ama-se porque simplesmente se ama. Na há como se mensurar o afeto e sequer tentar repará-lo com benesses materiais. Isso é praticamente impossível, mas os pedidos têm sido pleiteados em alguns tribunais.

E tenho vários exemplos a serem dados, dentro de minha família e também com as pessoas que já conheci e situações que já presenciei.

Meu pai é um deles. Ele é o primeiro filho de seis. Não foi planejado, meus avós mal tinham onde morar e mal tinham o que comer. Diante daquela situação, meus bisavós, quando ele nasceu, o pegou para criar. E assim foi. Meu pai era o filho caçula deles, não reconheceu meus avós como pais e o vínculo foi totalmente pautado na socioafetividade, e não no fator biológico. Se você chegar e perguntar a ele sobre seus pais, certamente ele irá dizer que eles já faleceram. Há o respeito com aqueles que lhe deu a vida, mas não há qualquer reconhecimento socioafetivo de maternidade e paternidade com meus avós. Levei anos até entender isso, pois sempre que chegava na cidade deles, não entendia porque meu pai chamava aqueles que eu tratava por avós, de tio e tia.

Outro caso que contarei aqui e que simplesmente acho a coisa mais linda desse mundo é a história da minha amiga Priscila e sua filha Isabela. A Pri conheceu o Sílvio, seu atual marido, ainda adolescente, e ele já tinha uma filha, a Isabela, de aproximadamente 3 anos (amiga, corrija-me se estiver errada). Pelo que ela conta, desde sempre o vínculo entre as duas, de mãe e filha, se estabeleceu, sem que o fator biológico fosse levado em consideração. Isabela hoje, adolescente, chama a Pri de mãe, "assina" o sobrenome da Pri e tem como sonho ter todo esse vínculo afetivo consolidado há mais de dez anos através de uma possível adoção, tendo no seu registro a Priscila como mãe e oficialmente assinar o sobrenome da família dela. Além do cuidado afetivo, desde pequena quem cuida da Isabela é a Priscila. A mãe biológica raramente deu suporte, em todos os aspectos.

E de uma forma genérica, podemos citar aqui os exemplos de quem quer adotar ou já adotou. Alguém já deve ter ouvido de mim que eu penso que o instituto da adoção é uma das mais perfeitas consolidações do afeto no meio jurídico. É o ato de amor mais perfeito que se exprime de forma jurídica. O amor nasce de uma situação de abandono com posterior acolhimento, e se torna incondicional como se aquela criança tivesse sido planejada e gerada da forma natural.

São por esses exemplos que sou contra o dano moral por falta de afeto. A falta de amor não pode jamais ser objeto de indenização nas salas da justiça. A rejeição e a indiferença, às vezes justificada no tal desamor, devem ser tratadas em consultórios de psicologia, de acordo com a história de vida daquele indivíduo. Afinal, todos merecem saber de onde surgiram, qual é a sua história, quem é a sua família, como os vínculos são construídos e como se deve lidar com essa falta de amor. Não é porque o outro não me ama que minha vida vai acabar. Pelo contrário. Minha vida vai continuar seguindo seu fluxo muito bem obrigada e o valor disso tudo deverá ser dado àqueles que realmente construíram laços fortes de afeto comigo.

Se a moda pega, teremos um Poder Judiciário já abarrotado mais abarrotado ainda com pedidos de danos morais por falta de afeto por namorados que abandonam namoradas, amores platônicos nunca correspondidos, etc. Será o samba do crioulo doido.

Afeto não se paga. Nunca. Afeto se constrói através de relações nascidas de forma voluntária, e nunca obrigatórias.



NOTAS DA SEMANA...

1. Por que Lulinha Paz e Amor está fazendo ânus aglicosados para lançar sua candidatura se já está fazendo campanha pelo país?
2. Esta semana conto do almoço das blogueiras na casa da Ariane e das performances nossas de cada dia (Ana, Alex, Olegário, Pri e eu) na casa da Pri e do coquetel de aniversário no apartamento gigante da Débora. Só não contei hoje porque estou aguardando ansiosa as fotos que sempre me devem.
3. Dia 14 de junho. 21 horas. Show da Ana. E ela não libera o set list. Vou levar faixas e minha filmadora. Momentos assim devem ser eternizados.


Beijos a todos e uma excelente semana.

Ps. Jardel, lindo, e o meu template no blogspot???

:: Enviado por Flavinha - 10:36:48 ::
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segunda-feira, 1 de maio de 2006

TÔ COM MEDO...

Com esta célebre frase eternizei mais um momento numa noite agradável entre amigos.

Ontem, após o tradicional almoço em família, minha black sista cantora e presidenta Ana me ligou com um agradável e irresistível convite para uma festa anos 80. Fiquei de analisar, pois estou numa pindaíba de doer. Analisado os custos, acabei cedendo ao convite.

Antes, fui a um bar com meu tios e primos assistir ao jogo da Seleção Celeste, que venceu o Figueirense fora de casa por 2 a 0.
Inicialmente, iríamos Ana, Nassau e eu para a festa, que aconteceu numa casa noturna no Mangabeiras, aqui em BH. No entanto, meu amigo de pós graduação, Lupércio, o bambuiense (será que é assim que se escreve de quem nasceu em Bambuí) mais gente fina que conheço e grande companheiro de plantão, me ligou para saber se tinhna ido ver o jogo num outro bar, com uma galera do Orkut. Mais tarde viria a saber que esse encontro nem ocorreu. Disse que não, mas que iria para uma festa anos 80 logo mais. Mais que depressa ele animou, se aprontou e no encontramos mais tarde. Quem também se juntou a nós na porta do lugar foi o LB, Lúcio Barros, colega da faculdade também, e bem inserido nesta geração anos 80.

Em meio a um alto volume de cabeças brancas (encontrei até um prima quarentona por lá), rememoramos clássicos desta época como Madonna ainda jovem e sem Lola, Rocco e o gostosíssimo do Guy Ritchie; Erasure, com "A little respect"; o clássico do filme "Dirty dance - Ritmo quente", eternizado na dança entre aquela atriz que não sei o nome (ela fez também "curtindo a vida adoidado", "Sem licença para dirigir" e um outro filme numa história estilo Cinderela) e Patrick Swaize em agradável início de carreira, (I've had) the time of my life; o antigo Prince, o Artista, e não sei mais como é chamado hoje, com a inesquecível "Kiss"; clássicos infantis de balão mágico, de Guilherme Arantes ("pegar carona nessa cauda de cometa, ver a via Láctea, estrada tão bonita; brincar de pique-esconde numa nebulosa, voltar pra casa num lindo balão azul); e clássicos nacionais dos bons e velhos Paralamas, Titãs, Ira!, e alguns extintos que só o Nassau lembra o nome.

E é desse fato (Nassau ter uma memória de elefante) que dei o título a este tópico. Numa dessas músicas antigas e que Ana e eu não sabíamos cantar e nem conhecíamos a banda extinta, Nassau soltava todos os versos cuidadosamente decorados. E com a semelhança que nos é peculiar e diante deste fato (Nassau nasceu na década de 80, viveu os momentos, mas não esteve nas discotecas ouvindo e dançando essas músicas), soltamos, Ana e eu, ao mesmo tempo o tal do "Tô com medo...". Sempre soltamos essa expressão diante de uma situação inusitada.

Exemplo disso é o meu "Tô com medo..." diante da Ana fazendo toda a coreografia de "Flash dance" no meio da pista de dance. Uma performance inesquecível. Foi pouco diante de todo o seu potencial artístico, mas um show como sempre.

Outros "Tô com medo..." aconteceram na noite de ontem diante das investidas do Lupércio sobre as mulheres. Primeiro, diante do diálogo dele com a Ana, quando esta passava um brilho (tentarei reproduzir agora):

Lupércio: Nossa, adoro mulher que passa brilho...
Ana: Ah é? E está certinho?
Lupércio: Está sim, mas é de melancia?
Ana (com cara de desânimo diante da pergunta sem noção do Lupércio): Não, não é de melancia...
Lupércio: Eu adoro brilho sabor de melancia...

(Pausa para o nosso pensamento incrédulo diante de todo o diálogo que ia bem até parar no sabor de melancia que ele gosta)

A noite seguiu e não sei se o Lupércio ficou numa noite PEGA NÍNGUEM, pois ele deu mais duas investidas. O que nos deixou "Tô com medo..." é que ele conversa tanto, tanto, tanto, tanto, tanto, mas tanto, que as meninas até agradam, mas acabam não querendo, pois ele só conversa, não age. E a segunda investida dele, foi tanto papo que deu tempo da amiga da menina chegar e tomar conta do diálogo.

No quesito homens da festa, só tenho a dizer que diante da média alta da idade dos presentes (sim, muitos coroas), Ana e eu só reparamos no distinto garoto com camisa da seleção canarinho e uma barba muito charmosa por fazer e do cara com a boca idêntica a do Alexandre Barilari. Aquele boca deve fazer estragos. Infelizmente, tinha uma loura beuzebu (chuta a loura!!!) que tomou todo o tempo dos rapazes e não sobrou muito para nós, que acabamos nos concentrando nas palhaçadas nossas de cada dia daquela noite.

AMIGOS, FOI UMA NOITE FANTÁSTICA E VAMOS REPETÍ-LA EM JUNHO. NASSAU, DEPOIS PASSA A LETRA DESSES CLÁSSICOS MAIS EXTINTOS, PARA QUE ANA E EU NÃO PASSEMOS POR MAIS UM "TÔ COM MEDO...".

BRILHO ETERNO DE UMA MENTE SEM LEMBRANÇAS...

Perguntaram-me desse filme hoje. Aconselhei pegá-lo na locadora, para não tirar do garoto o prazer de estar assistindo uma das mais belas obras cinematográficas.

Para quem não sabe, esse filme é baseado numa passagem do poema "Eloisa to Abelard", de Alexander Pope. Antigo, mas um clássico.

Abelardo, padre que viveu na França por volta de 1.100, conheceu Eloisa, de quem foi tutor, jovem de 18 anos (ele tinha 51 anos), e por ela se apaixonou. Casaram-se secretamente para que ele não perdesse sua posição de prestígio na Igreja. No entanto, o tio de Eloisa, a quem deixou a sobrinha aos cuidados de Abelardo, descobre o romance secreto, pois a garota fica grávida. Abelardo é caçado e castrado, perdendo toda sua posição na Igreja. Ambos são afastados e trocam cartas de amor até suas mortes. Por ironia do destino e da história, ambos jazem em túmulo comum no cemitério Père-Lachaise, em Paris.

Construído por ordens do Imperador Napoleão, que quis transformar o espaço na maior necrópole européia, Abelardo e Eloisa, os amantes eternos, tiveram seus restos mortais levados para lá, assim como outros personagens célebres da história mundial. Caso tenham a curiosidade macabra de ver este túmulo e tantos outros famosos (Jim Morrison está enterrado lá, por exemplo), CLIQUE AQUI
É uma viagem histórica, arquitetônica e cultural. Depois de macabra.

Dessas cartas, nasceu o poema de Pope. Do poema de Pope nasceu "Brilho eterno...".

Em "Brilho eterno..." Clementine e Joel são os amantes eternos da história. Após uma briga que separa o casal, Clementine procura um serviço médico que promete apagar uma pessoa querida de sua memória. Após pagar pelo serviço e esquecer Joel, ele fica sabendo e decide fazer o mesmo. No entanto, algumas coisas dão errado no serviço prestado a Joel e há uma luta entre as memórias de quando ele viveu com Clementine, que são apagadas gradativamente, e o que ele não quer esquecer. Basicamente, é o que posso contar, pois todos tem que ver esse filme e entender o porquê de "brilho eterno de uma mente sem lembranças". Há certas lembranças, que por mais que queiramos, nunca são apagadas.

Abaixo, o trecho traduzido que inspirou o filme. E CLIQUE AQUI para ver a versao original em inglês.

"Feliz é a inocente vestal;
Esquecendo o mundo e sendo por ele esquecida.
Brilho eterno de uma mente sem lembranças;
Toda prece é ouvida, toda graça se alcança."

Um grande beijo a todos e uma ótima semana pós-feriado.

:: Enviado por Flavinha - 20:34:15 ::
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sexta-feira, 28 de abril de 2006

DÚVIDA CRUEL...

Segunda-feira eu fui fazer uma entrevista com o juiz da 10ª vara cível aqui de BH City. Ele é amigo do meu tio e fui tentar pleitear um emprego de assessora jurídica no Tribunal de Justiça. Sim, o QI ainda é muito importante.
Foi um encontro interessante. Cheguei com dúvidas e saí com muito mais.
Ele disse que me currículo é brilhante, que 5% dos advogados não tem o currículo que tenho, que meu futuro é brilhante demais para ser enterrado num cargo de assessora onde só se é assessora e nada mais. Não se estuda mais, não se come direito, não se tem tempo para nada. Resumindo: não se vive, só se vive em meio aos milhares de sentenças a serem proferidas.
E claro, aproveitei a oportunidade de estar com alguém experiente e perguntei o que ele me sugeria então. Sugeriu abrir um escritório que serei muito feliz assim, devido a minha competência, ao meu currículo e bagagem que tenho nos meus escassos 24 anos. E continuar estudando, claro. Bioética está na ponta, segundo ele.
Fiquei lisonjeada, mas as dúvidas em relação a essa carreira que se inicia persiste.
Vou sobreviver a isso. O Nicolau vai me ajudar. E eu vou ser feliz... rsrsrsrs...

E esta é para a Ana: "IT'S AMAZING!!!!!! JUST WHY MY VOICE?????"

Beijos a todos.

Ps. Tio Jardel, você tem que migrar meu template. Não esquece!!

:: Enviado por Flavinha - 15:33:09 ::
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quarta-feira, 26 de abril de 2006

SEM TÍTULO, SEM PARÁGRAFO, MAS COM FIM...


Era uma vez uma menina TOLA. A menina TOLA vivia feliz para sempre quando aparece um sua vida o menino MEDÍOCRE. O MEDÍOCRE conquista a TOLA, que cai no conto do vigário. A TOLA reserva seus mais puros sentimentos ao MEDIOCRE. O MEDÍOCRE, então, pisa na bola. Conta à TOLA que já tem em sua vida uma menina CHATA, mas que a ama assim mesmo. A TOLA, decepcionada e ferida mente. Mente para tomar as rédeas da situação, para que não exerçam sobre ela controle emocional. O intuito era que o MEDÍOCRE se afastasse da TOLA. O MEDÍOCRE, como seu nome, não se afasta. A mentira cresce. A TOLA decide colocar fim nessa história, lacrar esta estorinha com o MEDÍOCRE para sempre, embasada numa mentira, para que, pelo menos, o controle fosse exercido. O MEDÍOCRE concorda em se afastar. No entanto, tola como e a TOLA, o MEDÍOCRE não é uma pessoa confiável. Em seu oportunismo habitual, o MEDÍOCRE bisbilhota a privacidade alheia do melhor amigo de TOLA, o menino FANTÁSTICO. MEDÍOCRE aborda FANTÁSTICO, que acaba revelando alguma verdade. Para MEDÍOCRE, isso não bastava. Ele tinha que voltar. Mensagem. Desejos de uma feliz páscoa. TOLA não acredita. Os sentimentos se ressuscitam. TOLA volta a falar com MEDÍOCRE. Conta a verdade. MEDÍOCRE parece compreender. O tal amor, parece existir, mas MEDÍOCRE só se comunica com TOLA apenas de uma forma. TOLA desconfia, mas continua reservando seus melhores sentimentos ao MEDÍOCRE, novamente. TOLA quer um posicionamento de MEDÍOCRE, afinal, óbvio, se se amavam tanto, porque não poderiam ficar juntos. MEDÍOCRE pretendia enrolar. Pretendia. Por quê? TOLA não permitiu. Apertou ate um desfecho. E o desfecho é esse a seguir. MEDÍOCRE voltou com o intuito de deseStabilizar TOLA, obter o total controle emocional da situação. Conseguiu. Seria vingança. TOLA acredita que sim. Afinal, a estorinha se repetiu. TOLA ouviu de MEDIOCRE e medíocre explicação de que a amava demais para fazê-la sofrer. Que sofrimento é esse que faz você abrir mão de um grande amor? TOLA, não era sofrimento. Era a menina ALMA CARIDOSA. ALMA CARIDOSA foi, segundo MEDÍOCRE, a pessoa que o tirou de um suposto buraco, de um suposto amor não correspondido. MEDÍOCRE voltou, controlou, vingou e jogou fora. E agora iludirá ALMA CARIDOSA. Vida medíocre. Homem medíocre. Choro. Dor. Sem perdão. FIM.

Gostaria de pedir sinceras desculpas as minhas amigas, que leram esta estória sem pé nem cabeça quando deveriam estar lendo sobre nosso maravilhoso encontro do dia 07 de abril. Blog deve ser assim, às vezes não planejamos, as coisas simplesmente acontecem e contamos.

Estou de casa nova, e o mesmo post está lá: http://bacharelnolimbo.blogspot.com/

Grande beijo a todos.

:: Enviado por Flavinha - 07:43:06 ::
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quinta-feira, 6 de abril de 2006


TENHO UMA AMIGA PRESIDENTA!!! E VOCÊ, TEM?????


Pessoas, a minha amiga cantora, advogada e irmã, ANA GORI, é a Presidenta da mais nova comissão da Seccional de Minas Gerais da Ordem dos Advogados do Brasil: COMISSÃO DE PROPRIEDADE INTELECTUAL.


Black Sista, fui surpreendida com esta notícia maravilhosa, que me encheu de orgulho, pois sabia e sei o tanto que você luta e trabalha por esses ideais. Semana que vem vamos comemorar no melhor restaurante japa de BH, onde comerei uma lula empanada, um sushi e um sashimi, e não tomarei saquê, simplesmente por falta de espaço... rsrsrsrsrs...
Mas não esquece heim: CONTRATA EUUUUUUUU!!!! Rsrsrsrs...


Ana Gori, amo você, black sista!!!







(A PRESIDENTA)



POLÍTICA E AFINS...



Quando embarquei para Campinas, mal terminei de me acomodar em meu assento e já fui abordada por um jovem bem apessoado. Essa abordagem inicial me irritou um pouco, tanta curiosidade em alguém que nunca tinha visto e que acabara de sentar ao lado dele no avião.


Após as perguntas iniciais, sobre o que faria por Campinas, em que área advogo, só voltei a falar com ele durante o serviço de bordo, pois queria informações sobre o percurso São Paulo-Campinas que faria dias depois.


Depois das informações prestadas, falamos sobre a vida louca que se leva na maior capital do País, se há qualidade de vida ou não, se vale algum dinheiro estar lá ou não. Chegamos a conclusão que não, mas o moço tem bem mais experiência do que eu. Falamos ainda sobre as férias que ele passou na África do Sul, até que perguntei o que ele foi fazer em BH.


Foi quando fui surpreendida pela notícia de que ele é vereador eleito pela cidade de Campinas e estava em BH para um congresso do seu partido. Estava conversando com um político...


Essa revelação fatalmente nos levou às eleições presidenciais. E apostei que Lulinha Paz e Amor será reeleito não por nós, do sul, mas pelo povo do Nordeste que o ama. Além dos eleitores das classes baixas, que aumentaram sua renda no governo do 9 dedos, com os milhares de programas assistenciais oferecidos. Ele, claro, vendeu seu peixe. E ressaltou as qualidades de Roberto Freie, candidato de seu partido. Mas todos os meus leitores sabem que se eu não for na Loló, eu anulo... porque Picolé de chuchu não apóio mesmo...
O interessante é que ao conversar com ele, nunca imaginei que trabalhasse com política, pois nada na conversa remetia a sua função... bastante interessante... político mesmo... rsrsrsrs... Quer conhecer meu companheiro de bordo? CLIQUEAQUI


E falando no pleito que se aproxima... Alguém notou a nova face do Dr. Enéas Carneiro? O novo visual, devido a uma leucemia, é careca e sem barba... Vamos ver como será a popularidade dele e como será a divisão de votos... Estou quase concluindo que anular será o melhor negócio.


Mudando novamente de assunto político, ontem adorei o comentário de Alexandre Garcia naquele programa matinal da GROBO, comandado pelo chatíssimo e malíssimo Renato Machado. Ele falou o óbvio, mas foi sarcástico.


Enquanto o caseiro da casa do Palocci foi tratado com o pior dos suspeitos na Polícia Federal e teve a quebra do seu sigilo bancário realizado por "não se sabe quem", Palocci "recebeu" a Polícia Federal em casa, para depor acerca dessa quebra de sigilo, tratado como rei. Pelo menos o Palocci foi indiciado. Será que a pizza vai acabar???




BERNARDO, O JOSELITO...


Bernardo é o meu mais novo leitor do blog. Só entrou aqui por interesse. Interesse em minha amiga Grazi, que não quer nada com ele e já tem namorado. Ele ainda insiste, completamente JOSE, sem noção, no sense. Lembra o Rafa daquele reality show...
Bernardo, querido, você me prometeu uma foto sexy, mas eu sou ansiosa e furtei uma do Orkut.


Bernardo, gostaria de dizer que não sou seu amor, não pisarei mais em você e não te xingarei mais, nem o chamarei de lagartixa. Não obstante você ser um partido em potencial (é gato, alto, inteligente, chato, porém engraçado, tem um Ecosport, está numa idade boa (mais de 30), tem bons empregos, cuida de crianças como ninguém, tem uma boa profissão (é médico pediatra neonatalogista) e, no fim de tudo, o principal, AMA MUITO A MINHA PESSOA, COM DECLARAÇÕES DE AMOR EXPLÍCITAS NO ORKUT E AQUI NO BLOG), digo que não quero nada com você, por enquanto, pois não darei conta de seus plantões noturnos nos dois empregos e nem da distancia que nos separa, além de sua obsessão por uma das minhas melhores amigas, a Grazi. Entretanto, não o descartarei, ok???? É bom tê-lo em minha vida... rsrsrsrs...








(FOTO ORKUTIANA DO BERNARDO)



CONTESTAÇÃO...



Gostaria de fazer uma contestação, diante do comentário da Nanda ao post anterior, que disse que Grazi e eu atraímos pessoas com dificuldades financeiras. Isso não é verdade.


É verdade que quando estávamos jantando na pizzaria com o Carlos, um menor impúbere aproximou de nossa mesa, em pleno Aeroporto Internacional de Guarulhos, para pedir esmolas. Todos que me conhecem sabem que não faço filantropia assim.


O que é verdade é que aquele menor impúbere pedinte com dificuldades financeiras foi atraído pelo Carlos, figura que por si só atrai a todos, até mesmo pessoas com dificuldades financeiras, dada sua aparência "fac símile" com canadenses e europeus.

Tanto é verdade, que Grazi é testemunha e comentou no mesmo post, que o Carlos reuniu nossos objetos sobre a mesa numa frase célebre: JUNTA TUDO PARA NÃO ROUBAR.


É isso. Grazi e eu, com nossas caras de pessoas comuns, atraímos pouca coisa...




PERDI MEU CELULAR...



Sim, perdi meu motobosta e não sei como. E antes dos comentários inteligentes, não foi na balada, não estava bêbada, não estava na farra... ele simplesmente evaporou!! A última cena que me lembro foi que na sexta-feira da semana passada o deixei carregando.. dai não sei se o tirei de lá, coloquei no banco do carro, fui pra terapia, deixei por lá, com os vidros abertos, e o levaram...


O triste é que só notei o sumiço três dias depois... e além de tudo perdi meus contatos da agenda. E se você é um contato, envie-me um e-mail (flaviacandida@hotmail.com) com seus números, por caridade!!!




RESPOSTA AO DESAFIO...


Estava programando um outro assunto para este post, mas os fatos fizeram com que eu alterasse a pauta. O próximo será sobre o DANO MORAL POR FALTA DE AFETO, e farei, nele, uma homenagem à Pri, mãe do Rafa, da Bebela e do bebê, que encontrarei em minha casa, no domingo, no amigolate que fizemos entre algumas blogueiras de BH.


Aproveito para responder a uma bomba dela, mas não passarei para ninguém, pois meus contatos de blog, a maioria, já receberam... rsrsrsrs...



Regulamento: cada blogueira tem que enumerar 5 manias suas, hábitos muito pessoais que o diferencie do comum dos mortais. E, além de dar o conhecimento dessas particularidades, tem que escolher outros cinco blogueiros para entrarem igualmente no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs o aviso do recrutamento. Ademais, cada participante deve reproduzir esse regulamento no seu blog.



1. Amassar as pontas dos canudinhos, quando os uso para tomar algo líquido. Esse amassado obstrui a entrada de líquido, e adoro isso!!!


2. Ler, tudo, qualquer coisa, o tempo todo.


3. Como a Pri, não saio de casa sem usar brincos. Sinto-me NUA quando isso acontece...


4. Também, como a Pri, tenho mania de sapatos. Amo sapatos... quer me agradar, presenteia-me com um.


5. Tenho um ritual ao tomar banho, onde uso cinco produtos diferentes, na mesma ordem e seqüência e na mesma posição na janela do banheiro.


Passo o desafio para:

Não tenho para quem passar...


AGRADECIMENTO: ao Jardel, novamente, por hospedar as fotos deste post. Beijo Linduxo!!!


Beijocas a todos!!


PS. Cruzeiro Campeão do ruralito mais uma vez... e as bibas pateticanas gaylas sem comemorar um título há 6 anos...

:: Enviado por Flavinha - 21:25:02 ::
8 Conteste a vontade...

sábado, 1 de abril de 2006


A SAUDADE É UMA COISA BOA... SE É...
"Saudade: (substantivo feminino) Recordação ao mesmo tempo triste e suave de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; pesar pela ausência de pessoa(s) querida(s) (...)." (SILVEIRA BUENO, 1996, p. 4)


Saudade é uma palavra que só tem significado em português. Não há lugar no mundo que explique algo parecido. E eu estou cheia de saudades, mas saudades felizes... como assim?

Estou com saudade do "anh?" desta menina linda aqui de baixo...



(Eu e Luiza na casa da Rêca)



Estou com saudade da minha "velha" amiga de infância Rêca (hoje minha cliente número um e preferida)...



(Rêca e Eu às margens do rio Tietê em Salto)




Estou com saudade da Tia Bilica joselita, a mais sem noção e feliz que já vi na vida...



(Tia Bilica caindo de boca no picolezinho de Itu)




Estou com saudade da simplicidade e da sinceridade da Natália...



(Nati curtindo um cigarrinho de Itu)




Estou com saudade da minha "irmã", que parece que já conheço faz tempo, Grazi...



(Eu e Grazi)




Estou com saudade da impulsividade e da segurança da Nanda...



(Nanda tomando um milkshake e se recusando a sair sozinha na foto...)




Estou com saudade do "oxe" gostoso e do jeito meio atrapalhado do Carlos...



(Eu e Carlos no Aeroporto de Guarulhos)




Você deve estar imaginando que eu pirei, não é mesmo? Sinto-lhes informar que estão enganados... nunca estive no meu mais perfeito juízo, na minha mais pura e santa felicidade de sentir uma saudade boa dessas....

Essas pessoas que citei e que vocês têm o prazer de ver nas fotos são todas pessoas que conheci na internet ou por causa dela, seja através de Blog, seja através do Orkut.

Para os desavisados que não leram meu último post, falando que estava em Salto (SP), na casa da Rêca, essas pessoas têm tudo a ver com esta viagem que fiz esta semana e que narrarei fato a fato.



A CHEGADA...


Coração cheio de ansiedade, para ver o novo, rever o recente... assim que embarquei para Campinas, no fim da tarde de domingo. Afinal, o que fui fazer lá?

Para quem não sabe, conheci a Rêca, uma celebridade blogueira (ela tem um dos melhores blogs da net, tem o link aí do lado), agora minha amiga, e sua família (Luiza e Bilica )em fevereiro deste ano, quando ela esteve em Vila Velha na casa da Ity, passando merecidas férias. Encontramos num shopping, mas não tivemos muito tempo para trocar tantas figurinhas, entretanto, foi muito bacana, pois as meninas, mesmo no mínimo contato, são pessoas incríveis, o que foi comprovado nos dias de convivência mais intensa.


Mantidos os laços pelo bendito MSN, Rêca me abordou em meados de março, aproximadamente, com uma reclamação trabalhista na mão, pois sua ex-empregada doméstica havia "dado um defeitinho". Ela me passou uma cópia via fax, analisei, corri atrás com amigos mais experientes em causas trabalhistas (todos sabem que estudo e atuo mais em barraco (Direito de Família) e crime (Direito Penal), falei que iria fazer a defesa e iria instruí-la para o dia da audiência, pois ela não conhecia nenhum advogado em Salto, cidade onde ela reside.


Quando sou acordada num lindo domingo de março, pela minha avó, desejosa por uma passagem promocional a modestos R$ 50,00 numa famosa companhia aérea aqui do Brasil (não faço propagando aqui no blog, se quiserem me pagar, tudo bem) para a cidade de Vitória, onde ela tem um apartamento e onde minha mãe reside. Quando compro as passagens da minha avó, vejo que de BH (Confins) haviam tarifas promocionais também para Campinas, e na data da audiência da Rêca (27 de março). Vendo isso, untando com a brincadeira que ela fez de eu ir resolver isso pra ela Salto e a vontade de comer (passear, porque comer pra mim atualmente é algo limitado... rsrsrs) combinamos que atuaria em troca desta maravilhosa e inesquecível viagem.


E lá estava eu, dia 26 de março, encontrando com Rêca e Luiza me esperando no Aeroporto Internacional de Viracopos em Campinas (em outro post contarei sobre uma pessoa que conheci no vôo de ida).



PRIMEIRAS IMPRESSOES DA FAMÍLIA E DO LAR DOCE LAR DOS ZUCHER



Após menos de 15 minutos no trajeto Viracopos-Salto (sim, é bem mais perto que minha casa-Confins "do mundo"), adentramos na casa dos Zucher. É uma casa enorme, linda, nova em folha, mas o principal: exala amor e carinho em TODOS os cantos. Mal desci com as malas e já fui convidada a passear no shopping em Itu, cidade vizinha. Aliás, entre Campinas, Indaiatuba, Salto e Itu, não há divisão física qualquer... é tudo emendado... rsrsrsrs....


Fomos Bilica, motorista oficial, seu namorado incondicional Vi, seu amigo, e claro, Rêca e Luiza. As lojas estavam fechadas, pois já saímos tarde, mas sentamos para comer. Pedimos batata frita e polenta frita (iguaria que nós, mineirinhos, não temos costume e, para os mineiros desavisados de plantão, polenta frita é angu temperado cortado em tiras e frito em óleo quente, como as batatinhas).


Barriguinhas cheias, de volta para casa. Afinal, no dia seguinte seria a audiência.



(Eu, Rêca e Luiza saindo do shopping em Itu)



A AUDIÊNCIA



Acredito que audiências são estressantes para 99,9% dos clientes. Não para a minha cliente número 1 e preferida, que não se abalou e nem transpareceu medo do juiz ou ansiedade em qualquer momento.


Conversamos pela manhã, instrui alguns pontos, falamos da defesa escrita, da possibilidade de um acordo com a ex-empregada e o que isso acarretaria.


Saímos e fomos atrás da Leonor, ex-vizinha da Rêca, amiga da família e que seria uma de nossas testemunhas. Ela sim estava nervosa, mas falei para ela ficar calma, pois não era um bicho de sete cabeças. Repassamos as perguntas que iríamos fazer e fomos embora tomar banho e almoçar (aliás, comida na casa da Rêca é um caso a parte que merece algumas considerações especiais).


Seguimos para a Vara do Trabalho, com a Leonor, a Claudinha, nossa segunda testemunha, e lá encontramos com a Natália, nossa testemunha extra, que fez o favor e a lerdeza de ir para o fórum da cidade. Isso porque ela foi orientada pela Bilica que a Vara era no pavimento superior do Banco (aquele amarelinho, do Brasil).


Após uns 40 minutos de atraso, o funcionário apregoa as partes e entramos. Decidimos por fazer um acordo, pois seria mais interessante e nem precisamos instruir o processo com testemunhas. O assunto, que seria o principal da viagem, foi resolvido e seguimos para a parte do lazer.


Eu só gostaria de ressaltar nesta parte que me emocionei com todos os elogios que a Rêca fez para mim num comentário aqui e no blog dela. Já recebi elogio de alguns clientes, mas nunca de forma tão intensa e especial como as feitas por aqui.


AMIGA RÊCA, NÃO TENHO QUALQUER PALAVRA PARA EXPRESSAR O QUE SENTI AO LER SUAS PALAVRAS E AGRADECER POR TODA A CONFIANÇA DEPOSITADA EM MIM E NO MEU TRABALHO.



O ATO DE COMER NA CASA DOS ZUCHER



Esse ato realmente merecia um comentário apartado.


Você, ao se hospedar na Casa dos Zucher, é tratado como um rei ou uma rainha, ou qualquer posto da família real. E a parte do cardápio é irretocável.


Rêca e Bilica cozinham maravilhosamente bem e fui contemplada com strogonof, macarrão com molho de frango e queijo e um hot dog duplo que, devido ao meu mini-estômago, tive a Beth (a cadela dos Zucher) como sócia.



A LUIZA



A Luiza, para quem não conhece, é a filha da Rêca.


É a nossa carequinha de quase dois anos que é extremamente observadora, constrói verdadeiras frases, conversa e fala um "anh?" que deixa qualquer pessoa caidinha de encantos.


A Lu é um show de criança, que ama demais a mãe e a tia Bilica e é muito amada por ambas. Aliás, é um amor que enche o coração de quem é de fora. O carinho que existe ali transborda, contamina, atinge as pessoas em volta delas. Torna o ambiente aconchegante e feliz.


(Luiza e Eu pintando o set na cozinha dos Zucher)



PASSEIO TURÍSTICO



Dever cumprido, acordo feito, partimos para a diversão.


Após deixar a Lu na escolinha, fomos Rêca, Bilica e eu passear pelos pontos turísticos de Salto-Itu. Salto é assim chamada, pois o rio Tietê margeia a cidade e tem pequenos saltos, com uma correnteza acentuada. É lindo de se ver, como nas fotos abaixo, mas duro de se cheirar. Pelo menos posso dizer que me sentei nas margens do rio Tietê.



(Bilica e Eu às margens do Rio Tietê)





(Eu e Rêca)



Atravessamos uma ponte pênsil, que fica atrás de uma construção antiga que já foi fábrica da indústria têxtil e hoje funciona lá uma universidade. A ponte dá medo e balança, mas é muito excitante... rsrsrsrs...




(Bilica e Eu sobre a ponte)


De lá, seguimos rumo a Itu, a terra das coisas grandes, menos suas ruas, que são todas estreitas.


As construções são antigas, pois a cidade já foi ponto de veraneio da família real portuguesa.


Paramos na pracinha central, para conferir o semáforo gigante, o orelhão gigante, o telefone gigante e as lojas de quinquilharias gigantes. Além de tomar o picolé de Itu gigante. Saí de lá com um cigarro gigante, óculos e pentes gigantes, lápis gigantes, camisinhas gigantes, supositórios gigantes. E tudo devidamente marcado no diminutivo. Só não trouxe mais porque não caberia na mala. O picolé de Itu eu só tirei foto, pois não curto picolé à base de leite e nem meu estômago aceitaria algo tão grande, mas minha boca sim... rsrsrsrs




(Eu e o semáforo gigante)




(Eu, Rêca e o telefone público gigante)




(Fazendo um DDD pra galera... com esse telefone, chamadas a longa distancia ficaram fáceis...)




(Tive um piriri gangorra e comprei esse papel higiênico de Itu)




(Picolé de Itu: não tem igual para cair de boca)





De lá, antes de pegar a Lu, demos uma passadinha na casa da Nati, que não é no fim do mundo (ela me pediu pra não escrever isso), mas que fica num lindo condomínio. No terreno da casa tem um pomar cheio de frutas que amo: caqui, carambola, acerola... Jogamos Uno (aqui conhecemos por mal-mal), em baralho próprio, conheci os cachorrões e cachorrinhos da casa, conversamos várias besteiras e a Nati quase fez minha orelha e meu pulso caírem (segundo a Bilica), por se apaixonar pelos brincos e pulseiras que estava usando... rsrsrsrs


Nati, da próxima vez, por precaução, eu vou te dar tudo... mas se bem que não aconteceu nada comigo, não é mesmo???




(Preparando para catar umas frutinhas com a vara na casa da Nati)




(Bilica e Nati em forte campanha pela prevenção do vírus HIV entre os portadores de órgão de jegue)





SESSÃO CINEMA



Depois do roteiro turístico, voltamos para nos preparar para a sessão cinema que rolaria mais tarde na Casa dos Zucher. Como o menu incluía hot dog, fomos Bilica, Lu e eu comprar pão na padaria perto de casa.


Comprado o pão, seguimos pra mercearia para comprar molho. Comprado, entre a mercearia e a padaria um Moço Caridoso pára a gente e um diálogo, dos mais engraçados da viagem, se inicia:



Moço Caridoso: cnoiefnmdnvrndkf????

Bilica: Não, não tenho dinheiro não.

Moço Caridoso: FOI VOCÊ QUE ESQUECEU UMA CHAVE E UM BRINCO NA PADARIA?

Bilica (com cara de tacho, não sabendo onde enfiá-la e concluindo que tudo aquilo era dela): ah, é sim... Jesus te abençoa tá moço... Jesus te abençoa...



O grande problema foi que o Moço Caridoso falou rápido, embolado e, para mim, com sotaque. E ele estava vestido de forma esquisita, o que o tornou, aos nossos olhos, uma figura suspeita. Enganadas, fomos surpreendidas pela caridade daquele moço.


Obrigada moço. O senhor me fez presenciar uma das cenas mais engraçadas desta viagem.


Voltamos, a Bilica fez o hot dog, arrumei a cozinha, chegaram dois amigos da Bi e a Nati e vimos o filme Plano de Vôo (muito bom, por sinal).


Encerrada a sessão, comidos os hot dogs (Beth e eu sócias), vimos a final daquele Reality Show e concluímos que o premio que a Mara ganhou não vai durar muito. Coitada.... Depois entrem na
COMUNIDADE DA RÊCA

sobre o assunto, pois lá ela fez os cálculos direitinho. Não vai durar uma semana!



DESPEDIDA



Estava próxima a minha partida, mas antes Rêca e eu ficamos conversando por horas, vendo fotos da época em que ela morou no Japão, conversando sobre tudo um pouco... num momento muito feliz...


Por fim, fomos dormir, no dia seguinte arrumei a mala pra ir para Sampa curtir outra aventura e estar com mais amigos. E sem esquecer a Família Zucher, que me recebeu com tanto carinho e hospitalidade, e que farei o possível para rever dia 26 de agosto, no segundo ano de Luiza. Já saí com o coração partido, um abraço apertado das novas amigas e os olhos marejadas, mas sabendo que o reencontro será em breve...




(Eu de coelhinha: últimos momentos felizes e inesquecíveis em Salto City)



RUMO A SAMPA



Em Salto, peguei o ônibus para Sampa. São aproximadamente duas horas de viagem e combinei com Grazi e Nanda, amigas do Orkut e do MSN, no Terminal Tietê às 12.30. Atrasei um pouco, pois o ônibus que sai de Salto pára na Barra funda e não no Tietê. Aí rolou um metrô básico e uma chuva torrencial.


Conheci a Nanda e a Grazi e deixamos minha bagagem no PS onde a Grazi trabalha, pois só retornaríamos a noite e é próximo do Tietê.


Como São Pedro não colaborou, o caminho era até curto, mas a chuva era muita, meu cabelo se lavou pela segunda vez no dia. Sorte que estava com blusa extra amarrada na cintura.




(O cara que bateu esta foto ficou muito nervoso com tanta beleza a sua frente que ele fez o favor de virar a máquina ao contrário, até ser avisado por todos a sua volta que a posição da máquina estava incorreta)



Almoçamos no Shopping tal, tiramos fotos, conversamos um monte, falamos muita asneira, coisa séria também, quase entalei com a comida, comi uma nhá benta (único pecado da minha viagem) e de lá seguimos Grazi e eu para o Aeroporto Internacional de Guarulhos (Cumbica) encontrar o Doctor Blue Eyes, Carlos Eduardo.




(Nanda, Eu e Grazi no Restaurante)



Infelizmente a Nanda não pode ir por conta dos seus filhotes, Guilherme e Gustavo, com menos de dois anos e mais de dois meses, respectivamente. A Nanda é uma mulher forte, de impulso, segura, cheia de vida e de história de vida, mesmo com pouca idade. Quero encontrá-la sempre que for a Sampa.




(Grazi e Nanda no Terminal Tietê)



JECAS EM CUMBICA



Pagamos barato (R$ 6,00 ida e volta) para ir até Guarulhos de ônibus normal, em um trajeto de 25 minutos, ao contrário do Airport Service (ônibus de viagem) caro (R$ 26,00 SÓ IDA!!), com menos opção de horários e mais tempo em trânsito.


Como chegamos na pinta do horário e pelo que vi na tela dos desembarques, o Carlos já estava lá dentro. Liguei e ele disse que estava numa casa de câmbio, ao lado de um banco que não falarei qual é. Antes passamos no toillete para dar aquele up-grade.


Saindo de lá, começamos a agir como três jecas naquele aeroporto gigantesco. Localizei uma casa de câmbio, ao lado do banco que ele falou, e ele disse que estava dentro e que iria sair, para a gente esperar do lado de fora. Esperamos, esperamos, e nada.


Telefone toca. (JECA 1 = EU - SOTAQUE MINEIRO; JECA 2 = GRAZI - SOTAQUE CAIÇARA/PAULISTA; JECA 3 = CARLOS - SOTAQUE PERNAMBUCANO)



JECA 1: Alô.

JECA 3: Onde vocês estão?

JECA 1: Uai, estamos onde você falou, em frente a uma casa de câmbio, ao lado do banco tal.

JECA 3: Oxe, eu já saí daí, estou em frente aos caixas eletrônicos tais...

JECA 1: Gente, mas como você está vestido?

JECA 3: Estou de camisa de linha branca e mochilão preto e laranja nas costas...


(Pausa para o comentário simultâneo sobre a blusa de frio de linha que o JECA 3 está usando. JECA 1 e JECA 2 já sabiam que JECA 3 estaria de blusa de frio. Não estava frio, mas como JECA 3 vem de um lugar muito quente, qualquer queda de temperatura é motivo pra colocar um agasalho.

JECA 1: Falei Grazi, que ele estaria de blusa de frio...

JECA 2: com certeza...)


JECA 1: Mas eu não estou te vendo...

JECA 3: Vocês estão em frente aos caixas????

JECA 1: Sim, claro...

JECA 3: Oxe, vocês tão de brincadeira com a minha cara...

JECA 1: Vê se eu ia brincar com uma coisa séria dessas... que Asa você está?

JECA 3: To na Asa D...

JECA 1: Então pronto.. fica aí na Asa D, não sai que eu te acho.



Desliga o telefone.



JECA 1: Sabia.. ele está na Asa D...

JECA 2: Então é isso... Moço, onde é a Asa D?

MOÇO: Lá em cima...

JECA 1: E lá tem caixas e bancos como aqui embaixo?

MOÇO: Tem sim...

JECA 1 E 2: Obrigada...



JECAS 1 e 2 subiram as escadas rolantes e um mundo sem fim se mostrava.


Novas ligações. Novas joselitagens jecas sem sucesso e alguns quilômetros dentro de Cumbica depois...


JECA 1 nova ligação pro JECA 3 e passA o telefone para JECA 2.



JECA 3: Alô.

JECA 2: Exatamente, onde você está agora meu?

JECA 3: Um (aquela rede vermelha de fast food) está aparecendo aqui pra mim...

JECA 2: Então fica aí meu...



Desliga o telefone.


JECAS 1 e 2 percorrem mais alguns quilômetros, avistam o lugar e o JECA 3 virando à direita. Corre-corre. JECAS 1 e 2 viram à direita e trombam com JECA 3.


Encontro JECA em Cumbica consolidado.




(Eu, Carlos e Grazi no Aeroporto de Guarulhos)



ATRAPALHADAS DE UM PAR DE OLHOS AZUIS



Carlos é o meu médico anestesiologista preferido. Conhecemos no Orkut e conversamos sempre que dá pelo MSN. Sempre planejei conhecer essas pessoas do Orkut, que criei algum vínculo, mas nunca pensei que um acaso fosse tão produtivo e bacana sob vários aspectos.


Ele foi para o Canadá quarta, fazer um curso na sua área, antes de terminar sua residência. Vai passear também, claro.


Planejou esta viagem há mais de um ano, todos os detalhes programados. Só o nosso Orkontro antes do embarque que não foi planejado.


Com a viagem para Salto marcada, pensei na vaga idéia de ir até Sampa encontrar a Grazi, minha amiga mais assídua e confidente de muitas mazelas. Conseguimos casar dias e horários na semana passada, a Nanda se juntou a nós, e sabíamos que iríamos estar juntas no dia 29 de março. Nunca imaginávamos que Carlos estaria em nossos planos.


Sábado, um dia antes do meu embarque para Campinas, vi no MSN do Carlos que ele iria para o Canadá na próxima quarta, no dia do nosso encontro. Joguei um verde e ele disse que embarcaria para Toronto partindo de Sampa. Falei do nosso encontro, ele deu a idéia de estarmos todos juntos em Guarulhos, passou o número do telefone, liguei, combinamos e por fim nos encontramos.


Homem lindo (as fotos não nos enganaram), simpático, inteligente, charmoso... como suspirei viu... rsrsrsrsrs...


Conversamos muito, ele tirou fotos nossas, sentamos para comer numa rede de pizzarias famosa, antes do check-in.


Grazi e eu fizemos o pedido primeiro e ele ficou tomando conta de bolsas, máquinas e celulares. Voltamos, mas ficou faltando um pedido da Grazi e como ele iria voltar, pedimos a ele para pegar. Quando ele voltou, voltou com todos os nosso pedidos duplicados... rsrsrs.. tomei água de côco até falar chega... rsrsrsrsrs... . foi muito engraçado...


Comemos e ao levantar para sair, tinha um casal mala que estava com seu carrinho de malas obstruindo a passagem. Como o Carlos é um gentleman, ele, meio atrapalhado e sob o olhar fuzilante da mulher mala e mal humorada (sem falar que não tinha simancol, pois uma licença educada ali seria o mais sensato), saiu de ré com seu carrinho do espaço interno da pizzaria. Mais uma atrapalhada engraçada do meu anestesiologista preferido.


Próximo passo: fila imensa do ckeck-in. Bom que o check-in dele era rápido, pois ele já saiu de Recife com as malas despachadas, e ficamos pouco tempo mofando na fila, para mais algumas atrapalhadas engraçadas. E antes de entrar na fila correta, a mulher mal humorada e sem noção da pizzaria nos perguntou se aquela era a fila do check-in pro Canadá, no exato momento em que encurtamos nosso caminho para a fila correta. Foi um tapa de luvas.


Na fila, Carlos deveria preencher um formulário contendo dados pessoais, por determinações do DAC. Depois de preencher tudo, com o texto todo em inglês, ele percebeu que havia o outro lado com o texto em português. Mais outra atrapalhada para a contabilidade geral. Pelo menos, eu disse, ele praticou o inglês fluente que ele tem... rsrsrsrsrs...


Feito o check-in, a idiota da atendente da companhia aérea, ao responder ao questionamento dele sobre a declaração de bens na Receita Federal, disse que ele tinha que correr, senão ele perdia o vôo. Eis que ele sai desembestado. Corremos mais uns quilômetros, erramos o caminho, pois ele estava apavorado, meus pés doíam depois de um dia inteiro de salto e por fim chegamos no posto da Receita Federal completamente VAZIO. Vontade de bater na atendente não faltou e lá ele declarou seus bens e eu aproveitei para bater uma foto na surdina.




(Momento sério: declarando os bens na Receita para sair do Brasil)




Deixamos o mocinho no embarque internacional, recomendei juízo (ele disse que tem de sobra e queria perder um pouquinho) e nos despedimos. Será que teremos mais um acaso desses no futuro????


Grazi e eu partimos de volta a Sampa, para pegar a bagagem no PS e pernoitar num hotel ajeitado lá perto.




(Carlos e Grazi pouco antes do embarque dele)



O BOLO



Sempre que vou ou passo por Sampa aviso ao Jean, hoje meu amigo, que estarei em tal lugar, visto que ele sempre me pede isto.


Não foi diferente desta vez, mas liguei um pouco tarde, por esquecimento mesmo, mas já o tinha avisado no MSN com alguma antecedência que estaria em Cumbica naquele dia.


Quando estava na fila do check-in com o Carlos e a Grazi, e após já ter avisado ao Jean que ficaria lá até umas 9.40 da noite, meu telefone tocou.



EU: Alô.

JEAN: Oi Flavinha.

EU: Oi Jean.

JEAN: então, não sei se vai dar para eu ir para Cumbica pois meu pai ainda está em Sampa e ele está com o carro...

EU: Ah tá, tranqüilo.. só avisei porque você me pede né...

JEAN: É, mas aqui, você não foi a Guarulhos só por minha causa, né?

EU: Claro que não né, Jean!

JEAN: Ah, seria muita pretensão minha né...

EU: Com certeza, seu tempo já passou né...

JEAN: É, já passou...



Trocamos mais algumas palavras e desligamos. Eu fui apaixonada por ele muitos anos. Louca de paixão mesmo. Penso que foi o mais intenso da minha vida. No entanto, quando um não quer, dois não fazem. E depois de muito apanhar e amadurecer, a situação toda passou e ficou a amizade. Mas os bolos dele permanecem... rsrsrsrs... nem a amizade é perfeita, não é mesmo?



PERNOITE COM OUTRA MULHER



Como diria a Grazi, decadência total. Mas esta foi a única solução que encontramos para resolver o meu problema de voltar a Campinas para embarcar de volta a BH e o dela de dar plantão em Sampa no dia seguinte sem ter que voltar a Santos.


Magistralmente, a Grazi conseguiu um hotel decente a um preço acessível. Valeu a pena, pois esta nossa pernoite juntas reafirmou uma amizade que existia online e que agora se tornou real. E só para deixar claro: camas separadas... rsrsrsrs...


Dormimos como anjos (Nanda, não lembro da Grazi ter roncado), tomamos um café da manha bacana e seguimos nosso rumo. Ela para o plantão. Eu para Campinas.


AMIGA GRAZI, ATÉ QUE NÃO SOFREMOS TANTO COM ESSE MICO DE DUAS MULHERES NO MESMO QUARTO, APESAR DO OLHAR ASSUSTADO DA FAXINEIRA DO HOTEL. ESPERO REPETIR OUTROS GRANDES ENCONTROS COMO ESTE, POIS PARECE QUE NOS CONHECEMOS HÁ SÉCULOS E QUE SOMOS ATÉ IRMÃS, TAMANHA AS MANIAS E JEITOS IGUAIS QUE TEMOS.




(Eu e Grazi no PS, pouco antes de minha partida para Campinas)



O COMEÇO



Perceberam como saudade pode ser uma coisa boa?


Meus olhos ficaram marejados em minha volta, de ter que deixar todas estas pessoas que revi e conheci.


Eram lágrimas se formando de uma saudade gostosa e feliz, de que tudo o que passou foi bom demais, de que fiz uma das melhores viagens de minha vida e de que a vida e a net (rsrsrs...) tem sido muito generosas de colocarem em meu caminho pessoas tão especiais.


E por isso que digo que é o começo. Começo de novas estórias, de novas viagens, de novas aventuras, de construir novas saudades felizes...


É bom chorar de felicidade. E é assim que estou agora.


Um beijo a todos e muito obrigada pela paciência de terem chegado ao final.


Agradeço novamente ao meu amigo Jardel por colocar em ordem as fotos desse post, já que sigo sendo uma negação nesse quesito. Beijos meu lindo!!!

:: Enviado por Flavinha - 02:40:55 ::
9 Conteste a vontade...

terça-feira, 28 de março de 2006

ESTOU EM SALTO CITY!!!

Pessoas,
bom dia!!!
Estou postando diretamente de Salto City, Estado de São Paulo, da casa da minha amiga Rêcae curtindo a sua linda família (Luiza e Tia Bilica).
Depois conto como está sendo essas gostosa aventura.
Amanhã irei para Sampa, encontrar com a Nanda, a Grazi, o Doctor Carlos e se o Jean aparecer, com ele também.
Quinta estarei retornando ao limbo.
Beijocas a todos!

:: Enviado por Flavinha - 10:41:58 ::
5 Conteste a vontade...

domingo, 19 de março de 2006

ORKUT: VALE A PENA?

O Orkut acaba com a vida das pessoas. Esta foi a conclusão na qual cheguei no dia de hoje, após saber de um amigo que páginas impressas de uma página de recados foram anexadas como prova numa ação judicial.
O desejo de se mostrar, de se submeter a um "voyeirismo"gratuito, leva a estas coisas. O Orkut é, além de um site de relacionamentos, um lugar de mostrar as características de uma pessoa, observar com quem ela se relaciona, de que comunidades ela participa e de exibir o seu mais íntimo álbum de fotografias (há quem leve esta exibição de intimidades ao extremo). Inicialmente, a idéia é grandiosa. Você revê amigos de anos, conhece mais algumas pessoas, reencontra seus colegas quando freqüentou o colégio em 1910.
Essa exibição que se faz num site como esse também leva a extremos negativos. Como desse caso que relatei no início. E tudo porque amigos trocavam recados a respeito de determinado assunto que poderia comprometer, sob alguns aspectos, o dono da página de recados.
Há também o fato de você não poder compartilhar de certas comunidades, devido aos ideais nela contidos, que podem comprometer uma pessoa em seu meio social. Aconteceu isso com um conhecido médico. Ele abdicou de participar de comunidades divertidas sobre a atividade médica, onde era membro assíduo e participativo, por ser recriminado na comunidade médica de sua cidade. Você é literalmente julgado pelas comunidades que participa e pelos amigos que tem.
Não poderia excluir deste post a última celebridade orkutiana, que quase fez o Orkut parar. Katilce, a bancária que subiu no palco do show do U2, ficou dançando e acariciando Bono durante "With or without you", ficou conhecida em rede nacional, fez juras de amor ao namorado (não marido, quem ainda teve tempo de ver o perfil da moça no Orkut sabe disso) em pleno programa de Ana Maria Braga, falou que ele não é corno, etc., etc. etc., teve sua página de recados transformada em chat. Além dos habituais invejosos que atribuíram a ela péssimos adjetivos, havia anúncio de vários produtos e recados medíocres habituais, fazendo com que a moça fosse recordista em recados no Orkut. Até quando eu verifiquei, há umas duas semanas, a contagem passava de três milhões e meio de recados. Ela gostou tanto dessa vida, que exitou um bom tempo em deletar seu perfil. Esta semana, quando fui verificar a contagem novamente, o perfil não estava mais lá. Além desse recorde pessoal de perfil, a Kati, cidadã de Volta Redonda, teve mais de mil comunidades criadas em sua homenagem.
Outro exemplo interessante, que também tive conhecimento, passou com uma pessoa conhecida. Ela sempre achou um determinado colega lindo e charmoso, mas não mantinha com ele vínculos necessários para saber mais sobre o rapaz, como ele é, seu estilo de vida, alguns aspectos da personalidade. Exatamente nesse ponto o Orkut deu a oportunidade. Ela o viu no Orkut e vasculhava sua página de recados e viajava no perfil do rapaz. Em meio a recados, lá ela chegou a mensagens amorosas e carinhosas do rapaz a sua namorada, o que fez a minha conhecida se entusiasmar mais pelo rapaz e "pecar", desejando o homem da próxima. Talvez, se não existisse Orkut, esse entusiasmo não seria proporcionado, ela não "cobiçaria" ninguém e ela só o acharia bonito mesmo. Não a recrimino, em hipótese alguma, mas já a avisei para que ela faça a fila andar, que ficar empacada nesse mundo é fria.
Alguns exemplos, apenas, entre aqueles mais comum, pois já vi o Orkut iniciar relacionamentos amorosos, por exemplo. Também o vi acabar com eles.
Talvez, se o ser humano não fosse tão perverso, a idéia do Orkut, desta vez o cara criador do site da Google, teria dado certo. Chegou-se ao extremo do Ministério Público Federal de São Paulo se reunir com a direção da Google no Brasil, pedindo que a empresa quebrasse o sigilo de alguns usuários para serem investigados crimes que vem acontecendo por lá, tais como: racismo, pedofilia, etc. As negociações estão em andamento, pois a quebra do sigilo depende da matriz norte-americana.
Fazer e rever amigos no Orkut tem sido, longe, bem longe, o seu objetivo original. Tanto é verdade que me deletei duas vezes. No entanto, como aquilo é viciante, criei um perfil alternativo visando participar de comunidades que aprecio bastante. E só para frisar, todas de cunho legal.

COMENTÁRIOS DE UM BAILE NUM SÁBADO A NOITE...

Um baile de formatura é sempre um evento bacana e emocionante. E sempre acontecem situações curiosas, inusitadas e/ou engraçadas. Não foi diferente na madrugada desta noite.
O baile que fui ontem, num dos espaços mais famosos aqui de BH, foi dos meus colegas formandos da semana passada, nos quais comentei sobre a colação de grau.
Combinamos Aline e eu, amiga da faculdade, colega formanda em 2005, de irmos juntas, fazendo companhia uma a outra. Ela passou em casa quando uma chuva torrencial começou a cair aqui no limbo. Teve o dia inteiro para chover e São Pedro, generosamente, decidiu enviar sua mensagem dos céus exatamente na hora em que saímos. Chuva, mulher e cabelo são combinações que não existem.
Já avisada pela Aline, com cabelos escovados, sai com uma mega sombrinha aqui de casa. No meio do caminho e já bem longe de casa, 23 horas e 30 minutos, descobrimos que não trouxemos dinheiro algum e ficamos tentando pensar numa idéia para estacionar o carro sem precisar pagar algum flanelinha. Especulando aqui e ali, Aline decidiu parar nos arredores e avisaria ao flanelinha que acertaria o combinado amanhã, pois trabalharia em frente ao buffet neste dia. Bom, não saberíamos se iria colar, mas chegando lá ela deixou a mim e mais dois caronas em frente ao local, pois estava chovendo bastante, e procuraria um lugar para estacionar e "negociar". Uns quinze minutos depois, Aline aparece com a minha mega sombrinha e me mostra que estacionou em frente e combinou com o flanelinha que pagaria a exorbitante quantia de dez reais para que o mané "olhasse" o carro. Só não sabíamos, ainda, como pagar ao sujeito...
Subimos, deixamos a "pequena" sombrinha na chapelaria e fomos cumprimentar um a um de nossos conhecidos, formandos ou não. Após a peregrinação, fixamos os saltos junto com Leozotes, Jurema e seus amigos amestrados na pista de dança. Ficou um referencial entre idas e vindas aos vários lugares do salão. Neste aconchegante cantinho, com figuras tão excêntricas, vimos, rimos, falamos e acompanhamos de tudo um pouco. Desse tudo um pouco, vou colocar em tópicos para facilitar a descrição quase exata dos fatos:

1. Passaram a mão na bunda do Leozotes a noite inteira. Não daria nomes às vacas, mas garanto que não foi a Jurema, sua namorada;
2. tive que dançar forró com o pai de uma formanda, que me tirou para dançar. Detalhes: não sei dançar, tive que dançar toda a seqüência de forró da banda e ainda tive que ouvir do Leozotes que eu era a madrasta da formanda;
3. nesta seqüência de forró, o pai da formanda e eu vimos o vestido tomara-que-caia de uma certa pessoa (que não sou eu, claro) cair mesmo! E ela custou a perceber;
4. Bolinha deu o show, cantando músicas do ritmo MPA (Música Popular Acadêmica), criado por ele, com música e letra dele também. Os sucesso foram "Walk-man" (... eu tinha dois walk-man, ganhei um walk-man, agora tenho três walk-man) e Defunto Raimundo (Sassá, sessé, sissi, sossó, coitadinha! Coitadinha!), acompanhado do backing-vocal rouco Fred (vulgo mendigo) e do dançarino e animador de palco José de Assis (Caixa d'água na cabeça, lá vem o Zé... lá vem o Zé... (sempre com passinho de bailarina));
5. Rodrigo Lott, ex-presidente do diretório acadêmico do curso de Direito da faculdade levou, novamente, o título de atirador "pega nÍnguem" da festa. Sempre com suas elaboradas e toscas cantadas, ele ficou no zero na noite de ontem, conforme o esperado. Segundo nosso dileto político, ele atribui este fato ao evento ser um baile de formatura: "Baile de formatura é difícil mesmo...";
6. deixei, quase sem querer, o amigo joselito do Leozotes, Lucas, sentar na beirada do palco e molhar a bundinha. Ele achou que eu avisei depois de sacanagem e que eu dei aquela risadinha de canto maliciosa. Eu avisei uai, mas não deu tempo.... rsrsrsrs;
7. o mesmo Lucas, amarrou egoisticamente meia garrafa gigante de Chivas, escondendo-a na chapelaria e não a compartilhando conosco. Lucas, se você ler isso um dia, sorte sua que AINDA não estou bebendo...;
8. Jurema, numa nobre demonstração de pobreza, levou um arranjo de mesa para sua casa, para presentear sua mãe, com o claro intuito de se desonerar do presente da primeira semana de maio (Dia das Mães);
9. Leozotes e seus joselitos amestrados lançaram moda na festa desta madrugada lançando uma estilosa gravata borboleta feita por ele. Segundo ele, em sua passagem pelo toillete, ele deu uns dez nós para os homens que gostaram desse estilo. Meu amigo vai virar estilista e abandonar a carreira de advogado;
10. os joselitos amestrados deram uma clara demonstração do amor que sentem um pelo outro ao se entusiasmar e dançar durante aquele trecho da música "Robocop Gay", dos finados Mamonas Assassinas: "abra sua mente, gay também é gente, baiano fala "oxente", e como vatapá... você pode ser gótico, ser funkie ou skinhead...";
11. disseram que rolou uma briga na saída da festa. Não sei quem brigou ainda, pois quando saímos, quase expulsos, o dia já estava claro e tinha um pequeno aglomerado do baile que ocorria no salão inferior do buffet;
12. presenciei um fato inédito, pelo menos para mim: José de Assis, vulgo Zezito, meu amigo, bêbado. Também pudera, ele formou!!! E fez prova da Defensoria Pública esta manha;
13. Aline e eu tivemos que agüentar um bêbado joselito que fez a Aline cometer uma gafe terrível a pedido desse bêbado. Aline, não se preocupe, isso passa;
14. bebi somente água nesta festa, pois ainda não estou liberada para bebidas alcoólicas e refrigerantes. Até que foi interessante, pois ri, dancei e me diverti muito sem ter ficado bêbada. Quem me conhece faz tempo, sabe que eu sou chegada numa biritinha.

Para finalizar a descrição deste evento maravilhoso, tenho que contar o desfecho do pagamento combinado com o flanelinha. Faltando uma hora para irmos embora, Aline me lembra que não tínhamos os dez reais para quitar o débito com o flanelinha. Então, na busca de uma satisfatória resolução deste problema, pedi o valor necessário ao Leozotes. Prontamente atendida, só não imaginava que o empréstimo seria alvo de chacota por ele. Inocência minha, conhecendo Leo Magno como ele é. Gritou no meio do salão que somos pobres e que fomos para um baile sem dinheiro para pagar o estacionamento. Também tirou onda com o valor que o flanelinha cobrou da Aline. Disse que não nos levaria para o próximo destino após o fim de festa, área externa do Automóvel Clube (vulgo alguma barraca da Feira de Artesanato da Av. Afonso Pena), pois não tínhamos dinheiro para beber com eles. Disse também que deixaria o celular desligado, pois com a nossa carência de recursos era capaz que o carro da Aline não tivesse gasolina e ele teria que nos prestar socorro com um galão de combustível. Por fim, dinheiro emprestado, ao ver que Jurema levaria um arranjo, Lucas sugeriu a Aline que levasse um arranjo ao flanelinha, pois o mesmo com certeza valia mais que os dez reais pedidos. Infelizmente Aline não acatou a idéia... rsrsrsrs...
Chegando no carro, percebemos que o flanelinha, às seis e meia da manhã, já tinha se mandado e não precisamos usar do empréstimo do Leozotes. Paramos o carro no meio da Av. Raja Gabaglia, gritamos o Leo, ele atravessou junto com o Lucas, devolvemos o dinheiro e ganhamos o levantamento de todos os limpadores de pára-brisas do carro.
Depois de um noite emocionante como esta, o destino era casa, cama, limbo e um soninho profundo. E como esteve bãooooooo.....

Beijos a todos!

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Novo lay...

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quarta-feira, 15 de março de 2006

Vamos ver até quando eu seguirei escrevendo neste ritmo de um post diário. Talvez seja só biscoito de polvilho mesmo...

QUERO FORMAR DE NOVO...
Domingo fui prestigiar meus mais novos colegas de limbo, um dos últimos da safra dos que conheço na faculdade. Ainda irei em mais umas duas colações...
Bateu uma saudade enorme, uma vontade tamanha de formar outra vez. Não fazer o curso novamente, pois não justifica, já que agora só tenho interesse naquilo que gosto, e isso se consegue com um bom mestrado e doutorado.
A saudade que bateu foi daquele clima de festa, daquela felicidade transbordante de ser mais um formando... tudo bem, mais um formando desempregado, mas um formando...
Talvez sinta isso porque as colações da minha faculdade são realmente profissionais, algo invejável. A equipe de cerimonial é impecável, os discursos têm que ser lidos em no máximo três minutos (só o Reitor que não cumpre esta regra), a cerimônia tem duração de uma hora e meia, exatamente, e a organização do evento é perfeita. Claro, pode ser um exagero, mas quem se formou na minha faculdade sabe do que estou falando e acaba comparando quando vai em colações de outras faculdades.
Em relação ao Reitor, quando ele iniciou seu discurso, falei com uma amiga: vamos ouvir novamente frases como "o Brasil, esse gigante latino-americano", "com Deus conseguimos tudo", etc... é que faz três anos que vou direto a colações e o Magnífico não altera seus discursos. Desta vez, mesmo tendo usado o padrão, ele personalizou uma parte do discurso que nos emocionou. O Magnífico homenageou a Fátima "Rosinha Garotinho", nossa querida colega, por ser vovó da Samira e por ter feito que o protocolo fosse quebrado, pois Samira, que tem 6 anos, entrou com ela, vestida de beca ; e homenageou Naldi e Fred, pai e filho que estavam formando juntos. Foi realmente emocionante. Não chorei, porque chorar para alguém como eu seria difícil e não estava tão sensível neste dia. Mas foi lindo!
Neste clima de formatura, você acaba querendo formar de novo, apenas pelas cerimônias e eventos. Sim, está bem, eu sinto muita falta daquele clima acadêmico.

LIMBO CHUVOSO...
Choveu toda a tarde em BH City e acumulando a chuva, o clima ameno e uma dor de cabeça tenebrosa, esta bacharel se recolheu ao aconchego do leito de seu limbo e cochilou por quatro horas seguidas. Não morram de inveja, eu não fiquei feliz com isto. Era para eu estar estudando.

"ALUGUEL" DAS FLORESTAS PÚBLICAS...
Fiquei sabendo por intermédio da Ana que Lulinha sancionou uma lei que iria "alugar" nossas florestas. Ao questioná-la sobre a expressão fácil de ser compreendida, mas juridicamente incorreta, pedi o número a ela. Como não voltamos a falar sobre o assunto, fui direto ao site do Planalto e achei a tal lei. De n.º 11.284, sancionada pelo meu desafeto em 2 de março deste ano, esta lei traz uma novidade, que é a concessão à iniciativa privada de florestas públicas.
Segundo a lei "a concessão florestal terá como objeto a exploração de produtos e serviços florestais, contratualmente especificados, em unidade de manejo de floresta pública, com perímetro georreferenciado, registrada no respectivo cadastro de florestas públicas e incluída no lote de concessão florestal".
A intenção do legislador é bastante interessante, resta-nos saber se todo o procedimento com licenciamento ambiental, habilitação e licitação será realmente efetivado de forma eficaz e em prol da sociedade. Sabe como é, esmola demais, o santo desconfia.
Ainda na lei, existem algumas vedações interessantes, em prol do meio florestal, mas o que Ana questionou comigo é como isso será fiscalizado. Porque podem haver oportunistas entrando nessa nova onda e explorando aquilo que é legalmente vedado. A fiscalização teria que ser ostensiva. As vedações de exploração são sobre os seguintes direitos:
I - titularidade imobiliária ou preferência em sua aquisição;
II - acesso ao patrimônio genético para fins de pesquisa e desenvolvimento, bioprospecção ou constituição de coleções;
III - uso dos recursos hídricos acima do especificado como insignificante, nos termos da Lei no 9.433, de 8 de janeiro de 1997;
IV - exploração dos recursos minerais;
V - exploração de recursos pesqueiros ou da fauna silvestre;
VI - comercialização de créditos decorrentes da emissão evitada de carbono em florestas naturais.
O montante arrecadado com as concessões florestais serão distribuídos entre o IBAMA (quarenta por cento, para utilização restrita na gestão das unidades de conservação de uso sustentável); Estados (vinte por cento, destinados proporcionalmente à distribuição da floresta pública outorgada em suas respectivas jurisdições, para o apoio e promoção da utilização sustentável dos recursos florestais, sempre que o ente beneficiário cumprir com a finalidade deste aporte); Municípios (vinte por cento, destinados proporcionalmente à distribuição da floresta pública outorgada em suas respectivas jurisdições, para o apoio e promoção da utilização